Com um voo a 18,15 metros - o quarto maior de todos os tempos -, o atleta nascido em Cuba, tal como Pichardo, passou o português, que abriu o concurso com os 17,76 que foram a sua melhor marca: o também transalpino Andrea Dallavalle levou o bronze, em 17,37.
Apenas o recordista mundial, o britânico Jonathan Edwards, com 18,29 metros, em 1995, o norte-americano Christian Taylor (18,21, em 2015) e o espanhol Jordan Díaz (18,18, também roubando o ouro a Pichardo nos Europeus Roma-2024) saltaram mais longe.
Nos 4x100 metros, a Grã-Bretanha não deu hipóteses com triunfo masculino em 38,45 segundos, deixando a Alemanha a 19 centésimos e a Bélgica a 25, enquanto no feminino o triunfo aconteceu em 42,02, deixando, respetivamente, a Suíça a 1,07 e a Polónia a 1,10 segundos.
Na prova em que o quarteto feminino português falhou a transmissão, entre a segunda e a terceira velocista, Amy Hunt garantiu a terceira medalha de ouro em seis dias, depois dos triunfos nos 100 e nos 200 metros.
Não houve grande história nos 10.000 metros, pois, após quatro quartos lugares em Europeus, ao ar livre e em pisca coberta, o sueco Andreas Almgren teve um desempenho imbatível, liderando desde as primeiras voltas e fazendo descolar, um a um, os seus adversários até seguir a solo, vencendo em 27.23,44 minutos.
Deixou o suíço Dominic Lokinyomo Lobalu a quase 20 segundos, com 27.42,67, enquanto o francês Jimmy Gressier, campeão do mundo em título, fechou o pódio, a quase 45 segundos, uns distantes 28.07,90.
“Precisava desta vitória. Estava morto nas últimas cinco voltas, a estratégia era talvez estúpida, mas compensou esta noite", explicou Andreas Almgren, de 31 anos, bronze nos Mundiais Tóquio-2025 e recordista europeu dos 5.000.
Delírio nas bancadas do imenso e ruidoso público irlandês com o ouro de Kate O'Connor no heptatlo, com a vice-campeã do mundo em 2025 a impor-se com 6.751 pontos, superando as neerlandesas Emma Oosterwegel (6.713 pontos) e Sofie Dokter (6.664) no final das sete provas.
“Bem-vindos à nossa noite em Dublin”, brincou o speaker do Alexander Stadium, em Birmingham, na abertura da sessão, perante os numerosos irlandeses, que já tinham celerado o triunfo de Mark English, nos 800 metros, enquanto Kate O’Conner assumiu ter a sensação de estar a competir “em casa”.
Campeão do mundo em título, o português Isaac Nader não foi além de um 12.º lugar na prova dos 1.500 metros – entrou na reta da meta em quinto, mas, entalado e sem força, caiu na classificação – em pódio sem os favoritos, emergiu o neerlandês Stefan Nillessen, bicampeão europeu sub-23, em 03.35,70 minutos, superando o sueco Samuel Pihlström, a 46 centésimos, e o irlandês Andrew Coscoran, a 54.
Depois do ouro na estafeta mista 4x400 metros, a norueguesa Henriette Jaeger voltou a ocupar o lugar mais alto do pódio nos 400 metros, com 49,04 segundos, a melhor marca continental do ano, deixando a polaca Natalia Bukowiecka, a um segundo exato, e a neerlandesa Lieke Klaver, a 1,11.
Com um último lançamento a 90,40 metros, o alemão Julian Weber roubou o ouro no lançamento do dardo ao compatriota Nick Thumm, que liderava com meros 83,76, num pódio que ficou completou com o gigante letão Patriks Gailums, com 82,97.
A ucraniana Yaroslava Mahuchikh levou o ouro no salto em altura com 1,97 metros, com a polaca Maria Zodzik e ficar com a prata, com os mesmos 1,95 metros da macedónia Marija Vukovic, que só superou a fasquia à segunda tentativa.
A Itália continua a liderar no ranking de medalhas, com oito outros, quatro pratas e cinco bronzes, seguido ainda pela Grã-Bretanha, com seis ouros, cinco pratas e um bronze.
Portugal subiu a 19.º, com a prata de Pedro Pablo Pichardo, no triplo salto, e o bronze de Fatoumata Diallo, nos 400 metros barreiras.
