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Síntese dos Europeus de Atletismo: Pichardo assegura segunda medalha, mas de prata

Pedro Pablo Pichardo assegurou a segunda medalha da seleção portuguesa nos Europeus de atletismo
Pedro Pablo Pichardo assegurou a segunda medalha da seleção portuguesa nos Europeus de atletismoFederação Portuguesa de Atletismo

Pedro Pablo Pichardo assegurou a segunda medalha da seleção portuguesa nos Europeus de atletismo Birmingham-2026, mas de prata, no triplo salto, voltando a pairar a seca de ouros, pela segunda edição seguida.

Sem conquistar o lugar mais alto do pódio em Roma-2024, apenas pela terceira vez nas mais recentes edições, depois de Zurique-2014 e Barcelona-2010, as esperanças lusas numa medalha de ouro tinham hoje justificação em duplicado, com os dois campeões do mundo nas respetivas finais.

Se Isaac Nader não foi além dos 12.º lugar, ficando fora da disputa pelas medalhas na abordagem para a reta da meta dos 1.500 metros, Pichardo cedo se conformou com o segundo lugar, com 17,76 metros, na primeira tentativa, vergado pelos estratosféricos 18,15 do italiano Andy Díaz, cujas declarações tinham picado o português.

Com a medalha de prata, a segunda seguida em Europeus, depois do título em Munique, e com queixas no tornozelo, Pichardo fez mais dois saltos e abdicou dos três últimos, derrotado pelo quarto maior voo da história.

A jornada matinal começou com os recordes nacionais na meia maratona em marcha, por Vitória Oliveira (01:36.10 horas), que foi 13.ª, e na maratona, com o 10.º lugar de Joana Pontes (03:41.36), assim como os recordes pessoais dos jovens Eduardo Camarate e Tiago Ramos na distância mais curta das primeiras provas de estrada, enquanto o veterano João Vieira, na sua recordista oitava presença, desistiu a meio.

Jéssica Barreira concluiu o heptatlo, no 12.º lugar, com a melhor classificação de sempre de uma portuguesa na competição, com um total de 6.210 pontos, abaixo do seu recorde nacional.

Igualmente no Alexander Stadium, Agate de Sousa, medalha de bronze em Roma-2024 e campeã do mundo indoor em Torun-2025, qualificou-se, à primeira, no salto em comprimento, com sete metros, enquanto Patrícia Silva e Salomé Afonso justificaram os seus estatutos e seguraram lugares na final dos 1.500 metros, com o primeiro e terceiro lugar nas respetivas séries.

Também durante a manhã, a estafeta 4x100 metros feminina portuguesa avançava com novo recorde nacional (43,06 segundos) para a final, na qual, na sessão da noite, viria a ser desclassificada, enquanto a masculina se quedou pelas eliminatórias.