Lorène Bazolo cumpriu o primeiro percurso, seguiu-se Tatjana Pinto, que não conseguiu entregar o testemunho a Beatriz Castelhano, enquanto Arialis Martínez desesperava, para o último troço, enquanto Portugal era desclassificado.
"Penso que começámos mesmo bem. A Lorène (Bazolo) partiu bem, a nossa transmissão correu bem, depois houve um um erro. Eu fiquei longe, enquanto a Beatriz (Castelhano) continuava e não deu para passar dentro da zona permitida e acabou ali", descreveu, sucintamente, Tatjana Pinto.
A recordista portuguesa dos 100 metros (11,02), de 34 anos, conta três medalhas europeias no seu historial, todas na estafeta 4x100 metros quando ainda corria pela Alemanha, com o ouro em Helsinquia-2012 e os bronzes em Amesterdão-2016 e Berlim-2018, sem tentar encontrar uma justificação para o sucedido.
"Eu vou com a minha experiência para todas as provas, que são sempre um novo desafio, para mim. E eu partilho a experiência e tento entregar a energia possível. Hoje, na final, acho que tudo era possível. Já este ano, nos Mundiais de estafetas, no Botswana, fomos à final pela primeira vez, agora entrámos pela primeira vez numa final de uns Europeus, acho que isto é um bom incentivo para continuar a melhorar", vincou a atleta do Sporting.
O quarteto luso tinha assegurado a presença na corrida decisiva com o novo recorde nacional de 43,06 segundos, nas eliminatórias, disputadas durante a sessão da manhã de hoje.
"Estou muito desiludida. É uma grande pena, porque eu senti que conseguíamos baixar os 43 segundos e, agora, ao vermos a marcas, até chegava para uma medalha. Vejo que era possível e é isso que eu tenho, agora, na cabeça", lamentou Tatjana Pinto, aludindo aos 43,12 da Suíça, vice-campeã europeia, e aos 43,15 da Polónia, terceira classificada, ambas atrás da campeã Grã-Bretanha (42,05).
A presença na final, entre as oito mais rápidas, corresponde ao melhor resultado português de sempre na estafeta 4x100 feminina, superando o 11.º lugar em Budapeste-1998.
