Basquetebol: Declarações após o Portugal-Sérvia (58-71) para o Eurobasket feminino

A seleção nacional prepara o encontro
A seleção nacional prepara o encontroFPB

Declarações após o jogo Portugal-Sérvia (58-71), do Grupo G da primeira fase de apuramento para o Europeu feminino de basquetebol, disputado este sábado em Almancil

Ricardo Vasconcelos (selecionador de Portugal):

“Mostrámos insegurança em demasiados momentos. E essa insegurança paga-se muito caro com equipas que jogam tão determinadas e tão físicas, como é a Sérvia.

Acho que nos custou entrar no jogo, quer na primeira, quer na segunda parte. Independentemente de quem entrava, nunca fomos nós, nunca tivemos a nossa identidade, nunca tivemos o nosso caráter desde o minuto inicial.

E isso a nós custa-nos muito, porque precisamos de ser agressivos, precisamos do lançamento de três pontos e de melhores percentagens e não podemos perder 25 bolas.

Controlámos relativamente bem a tabela no ressalto, que é um problema que sempre temos, e aí fizemos um bom trabalho, mas foi insuficiente, porque as percentagens de três pontos não permitiram que fôssemos um bocadinho mais além.

Nos três pontos, tínhamos 36% (de eficácia) ao intervalo e 17% no final do jogo. Quer dizer que na segunda parte falhámos praticamente todos os lançamentos de três pontos.

E nós não temos nem peso nem envergadura para marcar 50 pontos perto da área ‘pintada’, temos de os marcar a partir do perímetro. Não foi um dia feliz nesse aspeto.

Confiança total para terça-feira. Vamos jogar com um rival muito mais igual a nós, diria até um pouco mais fraco do que nós, portanto temos de entrar olhos dos olhos, de aprender com os erros que fizemos hoje para estarmos ao melhor nível defensivo e ofensivo, para ganhar o jogo e garantir o apuramento”.

Josephine Filipe (jogadora de Portugal):

“Sabíamos que elas eram muito duras. Tentámos combater isso, mas, no início, os poucos tiros que tivemos abertos não acertámos, e elas são muito rápidas a sair em transição. Então, o 10-0 veio muito daí.

Depois, quando conseguimos pará-las nesse aspeto, já o resultado começou a ser outro. Muito pela nossa defesa, começámos a ser mais agressivas, a tentar tirá-las do conforto delas, e elas tinham muitas dificuldades com a nossa pressão a campo inteiro.

Na segunda parte, também cometemos alguns ‘turnovers’ que lhes deram pontos fáceis. E os tiros que elas nos davam, não conseguimos encontrar o caminho para o cesto.

Mas, para uma equipa como elas, que costuma chegar aos 80 pontos, chegar agora ao fim e ter a dificuldade que teve, para nós é um orgulho, porque deixámos tudo lá dentro.

Obviamente, temos coisas para melhorar. Vamos ver o vídeo, mas este jogo já foi e temos de preparar o da Islândia. Acho que estamos a trabalhar muito bem, principalmente com as novas atletas que nós temos, com a juventude que temos, e vamos com tudo para a Islândia para garantir a qualificação”.

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