Ricardo Vasconcelos (selecionador de Portugal):
“Mostrámos insegurança em demasiados momentos. E essa insegurança paga-se muito caro com equipas que jogam tão determinadas e tão físicas, como é a Sérvia.
Acho que nos custou entrar no jogo, quer na primeira, quer na segunda parte. Independentemente de quem entrava, nunca fomos nós, nunca tivemos a nossa identidade, nunca tivemos o nosso caráter desde o minuto inicial.
E isso a nós custa-nos muito, porque precisamos de ser agressivos, precisamos do lançamento de três pontos e de melhores percentagens e não podemos perder 25 bolas.
Controlámos relativamente bem a tabela no ressalto, que é um problema que sempre temos, e aí fizemos um bom trabalho, mas foi insuficiente, porque as percentagens de três pontos não permitiram que fôssemos um bocadinho mais além.
Nos três pontos, tínhamos 36% (de eficácia) ao intervalo e 17% no final do jogo. Quer dizer que na segunda parte falhámos praticamente todos os lançamentos de três pontos.
E nós não temos nem peso nem envergadura para marcar 50 pontos perto da área ‘pintada’, temos de os marcar a partir do perímetro. Não foi um dia feliz nesse aspeto.
Confiança total para terça-feira. Vamos jogar com um rival muito mais igual a nós, diria até um pouco mais fraco do que nós, portanto temos de entrar olhos dos olhos, de aprender com os erros que fizemos hoje para estarmos ao melhor nível defensivo e ofensivo, para ganhar o jogo e garantir o apuramento”.
Josephine Filipe (jogadora de Portugal):
“Sabíamos que elas eram muito duras. Tentámos combater isso, mas, no início, os poucos tiros que tivemos abertos não acertámos, e elas são muito rápidas a sair em transição. Então, o 10-0 veio muito daí.
Depois, quando conseguimos pará-las nesse aspeto, já o resultado começou a ser outro. Muito pela nossa defesa, começámos a ser mais agressivas, a tentar tirá-las do conforto delas, e elas tinham muitas dificuldades com a nossa pressão a campo inteiro.
Na segunda parte, também cometemos alguns ‘turnovers’ que lhes deram pontos fáceis. E os tiros que elas nos davam, não conseguimos encontrar o caminho para o cesto.
Mas, para uma equipa como elas, que costuma chegar aos 80 pontos, chegar agora ao fim e ter a dificuldade que teve, para nós é um orgulho, porque deixámos tudo lá dentro.
Obviamente, temos coisas para melhorar. Vamos ver o vídeo, mas este jogo já foi e temos de preparar o da Islândia. Acho que estamos a trabalhar muito bem, principalmente com as novas atletas que nós temos, com a juventude que temos, e vamos com tudo para a Islândia para garantir a qualificação”.
