Draft da NBA: As escolhas da 13.ª à 18.ª posições

Cameron Carr ataca o cesto frente aos Arizona Wildcats
Cameron Carr ataca o cesto frente aos Arizona Wildcats ČTK / AP / David Buono/ Icon Sportswire / Profimedia

Com o Draft da NBA a menos de um mês, a próxima geração de estrelas do basquetebol está a preparar-se para o momento mais importante das suas carreiras. Em breve, vão viajar até Nova Iorque, na esperança de ouvirem os seus nomes chamados cedo e iniciarem o próximo capítulo ao mais alto nível. A NBA aguarda-os.

As probabilidades de se tornar uma verdadeira superestrela diminuem a cada escolha, mas talentos capazes de transformar uma franquia podem surgir em qualquer ponto da primeira ronda. À medida que a ordem do draft se desenrola, as organizações continuam a apostar no potencial, na adaptação e na projeção a longo prazo, na esperança de encontrar a próxima peça fundamental.

Já analisámos anteriormente as principais escolhas do Draft da NBA e, mais tarde, alargámos a série a jogadores projetados logo fora do top cinco. Hoje, centramos a nossa atenção no meio da primeira ronda e prevemos as escolhas da 13.ª à 18.ª posição.

13.ª posição: Labaron Philon Jr., Alabama 

Os rumores em torno de uma possível troca de Giannis Antetokounmpo têm sido mais intensos do que nunca, e o Miami Heat tem estado a tentar de forma agressiva garantir o astro grego. Segundo relatos, Miami propôs um pacote de peso centrado no base Tyler Herro, no extremo Jaime Jaquez Jr., no poste Kel’el Ware e numa escolha de primeira ronda em troca de Antetokounmpo.

Se este negócio avançar, os Bucks voltariam a escolher. Depois de terem resolvido os seus problemas de ressaltos ao selecionar um poste com a sua décima escolha, vão tentar colmatar a saída de Giannis no lançamento e na capacidade de marcar pontos. Labaron Philon é um base inteligente, capaz de marcar em todas as zonas do campo. Tem um primeiro passo explosivo que lhe permite chegar rapidamente ao cesto; é também um finalizador criativo e não se intimida com o contacto físico. 

Philon é ainda excelente com a bola e um facilitador fiável, mantendo o ataque fluido. Na sua segunda época, converteu 39,9% dos lançamentos de três pontos, afirmando-se como uma verdadeira ameaça no catch-and-shoot que obriga as defesas a estarem sempre atentas.

14.ª posição: Nate Ament, Tennessee 

Os Charlotte Hornets querem continuar a sua ascensão na Conferência Este. Há um ano, terminaram em penúltimo lugar, com apenas 19 vitórias. Resolveram alguns dos seus problemas ao escolherem Kon Knueppel, que formou um trio ofensivo dinâmico com LaMelo Ball e Brandon Miller. Agora, é altura de reforçar o jogo interior. Se ainda estiver disponível, Ament seria uma excelente adição a uma franquia que gosta de jogar rápido e marcar muitos pontos. 

Com 2,08 metros, Ament já demonstrou grande velocidade e mobilidade. É versátil e consegue criar desequilíbrios tanto na área pintada como para lá da linha de três pontos. Em Tennessee, teve médias de 16,7 pontos, 6,3 ressaltos e 2,3 assistências. É um bom passador, com capacidade para encontrar colegas desmarcados em espaços curtos. Ament tem um potencial enorme e pode aprender muito com os já estabelecidos Knueppel e Miller. 

15.ª posição: Cameron Carr, Baylor 

Os Chicago Bulls continuam a reformular o seu plantel, depois de terem trocado sete jogadores mesmo antes do fecho do mercado em fevereiro. A organização tem lacunas importantes a preencher e precisa de um marcador de pontos comprovado que possa ter impacto imediato. 

Cameron Carr pode ser o grande vencedor do NBA Combine. Após uma série de exibições de destaque, o base de Baylor valorizou-se bastante no draft e chamou a atenção dos olheiros de toda a liga. Carr esteve entre os melhores nos testes de impulsão vertical e agilidade, e transportou esse ímpeto para os jogos de 5 contra 5. Marcou 30 pontos e conquistou sete ressaltos, convertendo seis dos seus 12 lançamentos de três pontos.

Carr tem o tamanho ideal para um extremo da NBA. Tem braços longos, uma envergadura ampla, um ponto de lançamento alto e movimenta-se com facilidade. O base-extremo espaça bem o campo e possui um lançamento de meia-distância muito eficaz. O plantel dos Bulls continua à procura de identidade, e Carr tem potencial para ser uma peça fundamental que ajude Chicago a sair do fundo da conferência. 

16.ª posição: Dailyn Swain, Texas 

Os Memphis Grizzlies enfrentam incertezas quanto ao futuro de Ja Morant na franquia. A organização precisa de melhorar tanto o ataque como a defesa e, com a sua segunda escolha de primeira ronda, Memphis deverá apostar num jogador capaz de contribuir em ambos os lados do campo. Dailyn Swain parece encaixar perfeitamente. O extremo versátil pode atuar como base ou extremo, trazendo eficácia na finalização, agressividade nas penetrações e versatilidade defensiva. Chega ao cesto com convicção, finaliza através do contacto e mantém a calma em situações de pressão.

Swain não tem receio de atacar o cesto nem de jogar de costas para o mesmo; tira partido de defesas mais baixos e tem um toque suave junto ao aro. Jogou dois anos em Xavier antes de se transferir para Texas, onde provou estar à altura da SEC. Apresentou médias de 17,3 pontos, 7,5 ressaltos, 3,6 assistências e 1,6 roubos de bola por jogo ao serviço dos Longhorns, ajudando-os a chegar aos "Sweet 16". Não há dúvidas de que Swain está pronto para o próximo nível. 

17.ª posição: Morez Johnson, Michigan 

Os Oklahoma City Thunder têm atualmente um plantel recheado de talento, mas vários jogadores vão tornar-se livres nos próximos dois anos, pelo que a direção já está a pensar no futuro. A franquia precisa de agir com uma mentalidade de “o que vem a seguir” e garantir talento jovem desde cedo. Morez Johnson é o exemplo de uma futura superestrela – destaca-se em ambos os lados do campo, marca com eficácia, lança de longe e luta pelos ressaltos com grande intensidade. 

Pode parecer ousado, mas a sua comparação seria Aaron Gordon. Naturalmente, Johnson ainda tem muito trabalho e evolução pela frente, mas se persistir, o seu potencial é quase ilimitado. Mede 2,06 metros e tem uma estrutura física poderosa, pronta para a NBA. Johnson destaca-se na área pintada, mas também é capaz de lançar de meia-distância e atacar em espaços abertos. Defensivamente, oferece grande versatilidade, conseguindo trocar marcações com bases e defender no perímetro. Para uma franquia como os Thunder, sempre a pensar no futuro, Johnson pode ser mais um investimento valioso a longo prazo.

18.ª posição: Hannes Steinbach, Washington 

Os Charlotte Hornets vão voltar a escolher, mantendo a ideia de reforçar o jogo interior. Steinbach tem o porte de um verdadeiro poste da NBA, é forte, inteligente e incrivelmente habilidoso para o seu físico. Liderou a NCAA em ressaltos, com uma média de 11,8 por jogo, e converteu 58% dos lançamentos de campo. 

Apesar de Steinbach atuar sobretudo no interior, é um lançador de três pontos bastante sólido. É extremamente físico e a sua presença na área pintada sente-se sobretudo na defesa. Consegue também fechar lançadores exteriores e defender penetrações de jogadores mais baixos. Uma das suas maiores qualidades é a versatilidade – pode rolar para o cesto após um bloqueio, mas também abrir e castigar defesas mais permissivas a partir do perímetro. Tem as ferramentas para ajudar os Hornets a chegar aos play-offs já na próxima época.