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"Big Pete": Sue Smith destaca a evolução do futebol feminino e lembra quando treinava só duas vezes por semana

Petr Čech entrevistou Sue Smith
Petr Čech entrevistou Sue SmithFlashscore

Na segunda parte da entrevista com Sue Smith (46 anos), integrada na série Big Pete, Petr Čech conversou com a antiga futebolista inglesa sobre o papel e a evolução do futebol feminino, a importância de treinadores qualificados e a forma como o público encara uma comentadora e especialista de futebol feminino em estúdio.

Quando começou a jogar futebol, não havia tantos clubes femininos como hoje, e a maioria das futebolistas começava nas categorias jovens de equipas locais de rapazes. Segundo Sue Smith, também as condições e os métodos de treino mudaram. "Quando comecei a jogar pelo Tranmere, treinávamos duas vezes por semana, numa altura em que o clube estava entre os melhores do futebol feminino. Agora tudo é diferente: as condições de treino melhoraram, as raparigas já podem jogar futebol na escola e tudo mudou drasticamente, o que é fantástico", considera.

A figura do treinador é, naturalmente, também importante para o desenvolvimento de jogadores e jogadoras. "Acho que não tive propriamente treino até jogar pela seleção inglesa. Tinha 17 anos nessa altura. Naquele tempo, não havia treinadores suficientes preparados para orientar uma equipa feminina", confessou a antiga extremo.

As treinadoras podem também servir de exemplo. "Há um esforço crescente para envolver mais treinadoras e as raparigas mais jovens podem seguir esse caminho. É importante que vejam que podem tornar-se futebolistas profissionais, mas também treinadoras."

Atualmente, Sue Smith trabalha como repórter e analista em várias plataformas. Também esse foi, de certa forma, um passo para o desconhecido, sobretudo porque, por exemplo, era frequentemente a única mulher na zona mista. "Gosto de desafios", começou por dizer, sorrindo. "Por vezes era um pouco intimidante, mas cresci num ambiente masculino e tenho vários amigos muito bons, por isso estava tranquila. Para outras comentadoras ou co-comentadoras com quem falei, porém, foi difícil ultrapassar essa barreira", explicou, referindo-se à sua experiência de trabalho num ambiente predominantemente masculino.

"Todos foram incríveis e ajudaram-me imenso", recordou também ao falar dos seus primeiros tempos diante das câmaras. A maior parte das críticas vinha — e continua a vir — sobretudo do exterior. "As redes sociais são o pior. Hoje ignoro-as, mas antes consultava-as quase constantemente e perguntava-me por que razão as pessoas escreviam aquelas coisas sobre mim. Agora isso já não é importante para mim. Enquanto as pessoas de quem gosto acharem que faço um bom trabalho, isso é a única coisa que realmente me interessa", concluiu.

Leia a primeira parte aqui

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