Fury e Joshua regressam ambos ao ringue esta semana para combates frente ao polaco Mariusz Wach e ao albanês Kristian Prenga, respetivamente, que são vistos como combates de preparação obrigatórios caso a Batalha da Grã-Bretanha avance.
Fury, de 37 anos, defronta Wach na estância tailandesa de Pattaya, esta sexta-feira, num combate de cariz solidário, sem transmissão em direto, enquanto o compatriota Joshua, de 36 anos, entra em ação no dia seguinte, em Jeddah, na Arábia Saudita.
Espera-se que os rivais britânicos se encontrem finalmente em novembro, com data e local ainda por anunciar para um combate que muitos adeptos de boxe gostariam que tivesse ocorrido quando pelo menos um dos dois ainda detinha um título mundial.
O combate de Joshua, bicampeão mundial de pesos pesados, frente a Prenga será o seu primeiro combate profissional desde que esteve envolvido num acidente de viação na Nigéria, em dezembro, que vitimou dois dos seus amigos mais próximos.
Fury, numa entrevista recente à Sky Sports, afirmou estar preparado para defrontar "outra pessoa" ainda este ano.
Mas Hearn garantiu que seria mais provável Fury desistir, tendo em conta o seu histórico.
"Olhem para a história", disse Hearn à Sky Sports.
"Verifiquem os factos, vejam o currículo. Se quiserem mesmo escolher um pugilista mais fiável do que o outro, não acho que seja uma disputa renhida", acrescentou.
"De que combate é que o AJ alguma vez desistiu?... Não se esqueçam, o AJ não só enfrentou todos os adversários que podia, como também já tinha assinado para defrontar Tyson Fury, que acabou por desistir do combate devido a uma decisão arbitral envolvendo Deontay Wilder", recordou.
"A única coisa que pode impedir o combate de acontecer em novembro é se um destes pugilistas for derrotado este fim de semana ou sofrer uma lesão", acrescentou.
Joshua, que falou na quarta-feira, disse que ainda tem dificuldade em lidar com as mortes de Sina Ghami e Latif 'Latz' Ayodele, ambos falecidos no acidente perto de Lagos a 29 de dezembro.
"É duro, sempre que penso nisso, dói", disse Joshua à BBC.
"Mesmo falar sobre isso agora... as imagens... dói, mas mantenho a mente ocupada, percebem. Se parar, deixo que me afete e ainda não estou preparado para isso", acrescentou.
Ghami era o treinador de reabilitação desportiva e exercício físico de Joshua a tempo inteiro e trabalhou com ele durante mais de 10 anos, enquanto Ayodele, também amigo próximo, era o seu treinador pessoal.
O combate de sábado será o primeiro de Joshua em competição desde a derrota por KO frente ao campeão mundial IBF Daniel Dubois, no Estádio de Wembley, em setembro de 2024.
