“Conseguimos fazer o mais importante, que era manter a camisola. Claro que não consegui estar com os melhores escaladores, mas já sabíamos que ia ser bastante difícil”, começou por referir o português de 24 anos, em declarações enviadas à Lusa pela assessoria de imprensa da Bahrain Victorious.
Eulálio foi 15.º na sétima etapa da 109.ª Volta a Itália, a 02.55 minutos do dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), que completou a trilogia de vitórias de etapa em grandes Voltas ao vencer no alto do Blockhaus, de primeira categoria.
“A subida era bastante dura, depois de um dia muito largo, então tentámos maximizar e salvar o dia com umas diferenças menores. A equipa fez um trabalho perfeito desde a partida, dos 250 quilómetros. Depois, na subida final, tive também o Damiano (Caruso) a ajudar-me, o que acabou por ser perfeito”, salientou.
O terceiro português a vestir a maglia rosa do Giro em 109 edições aguentou o ritmo imposto pela Visma-Lease a Bike até aos derradeiros 6.000 metros da ligação de 244 quilómetros desde Formia, cedendo quase ao mesmo tempo que Vingegaard lançou o ataque que lhe valeu o triunfo na etapa e a ascensão ao segundo lugar da geral.
Eulálio ainda engatou num grupo no qual seguia o veterano colega Caruso, que o ajudou numa subida “dura” e onde “estava muito vento também” e permitiu ao corredor luso manter 03.17 minutos de vantagem para o campeão em título da Vuelta e duas vezes vencedor do Tour (2022 e 2023).
“Penso que, no final de contas, já sabíamos que era o que ia acontecer. O Jonas é o principal favorito a vencer a Volta a Itália, sabemos que mais cedo ou mais tarde vai vestir de rosa - quando quiser, basicamente. A mim, resta-me sobreviver e eu vou dar tudo o que tenho para chegar ao dia de descanso com a camisola rosa”, reiterou.
Até ao dia de descanso, o segundo desta edição que está agendado para segunda-feira, o ciclista da Bahrain Victorious tem apenas um novo grande teste, no domingo, na chegada ao Corno alle Scale, também de primeira categoria.
“Depois, é ver o que podemos fazer no contrarrelógio, mas sei que aí já vai ser praticamente impossível mantê-la”, concedeu.
Na terça-feira, os ciclistas enfrentam, na 10.ª etapa, 42 quilómetros de contrarrelógio essencialmente planos, uma especialidade que é um ponto fraco do promissor jovem português, que tem o austríaco Felix Gall (Decathlon) na terceira posição, a 03.34 minutos.
