Antes da temida etapa do Blockhaus, o Giro seguia pelas estradas da Campânia em direção a Nápoles. A chuva era temida; acabou por cair, menos do que se esperava, mas o suficiente para influenciar o desfecho da etapa.
Com apenas o Cava de' Tirreni (4.ª categoria) como única dificuldade assinalada do dia, o percurso favorecia uma fuga, na qual o belga Edward Planckaert se juntou a quatro italianos (o seu colega de equipa Luca Vergallito, Martin Marcellusi, Manuele Tarozzi e Mattia Bais... mas a inclinação acabou por afastá-lo e deixou os transalpinos sozinhos, com apenas 30 segundos de vantagem sobre o pelotão.
A diferença nunca chegou a um minuto e, tendo em conta o perfil dos últimos vencedores aos pés do Vesúvio (Mads Pedersen em 2023, Olav Kooij em 2024 e Kaden Groves em 2025), o destino do quarteto estava traçado há muito. Foram alcançados a 38 km da meta.
O final da etapa foi uma autêntica batalha pelo posicionamento, primeiro para o RedBull KM, conquistado por Filippo Magli. Depois, o pelotão acelerou numa autoestrada com vento lateral e quase 60% de humidade.
Quando a chuva miudinha apareceu e tornou o último quilómetro escorregadio, um acidente foi evitado na primeira curva à direita, a 900 metros da chegada. Depois, nos paralelepípedos da cidade, o inevitável aconteceu, quase parecendo que os organizadores o provocaram, tal era o risco. Ao entrar na última curva, Dylan Groenewegen alargou a trajetória para tentar ganhar velocidade, mas acabou por escorregar juntamente com o seu lançador, o que travou Paul Magnier e Jonathan Milan, que seguiam na sua roda.
Jasper Stuyven e Davide Ballerini aproveitaram e, enquanto Magnier tentava recuperar para voltar à frente, foi o italiano quem cortou a meta em primeiro, à frente do belga e do francês, que chegou apenas 2 segundos depois. Esta é a primeira vitória em Grandes Voltas para Ballerini, de 31 anos.
Na geral, Afonso Eulálio mantém a camisola rosa. O português viveu um dia sem percalços na primeira etapa como líder da classificação e atacou a primeira chegada em alto com a mesma vantagem para os adversários. O camisola rosa fechou no 41.º posto, logo atrás de Jonas Vingegaard (Visma). Já Nelson Oliveira (Movistar) caiu durante a tirada, mas sem problemas de maior em termos físicos.
