Afonso Eulálio após vestir camisola rosa do Giro: "Espero que tenham orgulho disto, como eu estou a ter"

Afonso Eulálio com a camisola rosa da Volta a Itália
Afonso Eulálio com a camisola rosa da Volta a ItáliaLUCA ZENNARO / EPA / Profimedia

Afonso Eulálio tinha um “plano perfeito” para lutar pela vitória na quinta etapa, mas a camisola rosa “acabou por acontecer”, com o ciclista português da Bahrain Victorious a mostrar-se orgulhoso por liderar a Volta a Itália.

Penso que ainda não realizei que estou de cor de rosa. O dia foi de loucos logo com a primeira subida, a chuva, o frio, os ataques, a intensidade. Depois, no final, as quedas, as descidas super escorregadias, a queda do meu companheiro de fuga (Igor Arrieta) no fim. Foi tudo um pouco louco. Depois, a minha queda a seis quilómetros do fim. No fim, um sprint, que quase não era um sprint, era quase só lutar na bicicleta”, enumerou o novo líder do Giro.

Aos 24 anos e a participar apenas pela segunda vez numa grande Volta, Eulálio tornou-se hoje no terceiro português a liderar o Giro, depois de Acácio da Silva (1989) e João Almeida (2020).

“A equipa fez um plano perfeito para eu estar presente na fuga, para lutarmos pela vitória. Não falámos quase nada sobre a camisola rosa. A verdade é que acabou por acontecer, mas foi incrível poder estar na fuga, poder ter feito o que fizemos”, afirmou, em declarações enviadas pela assessoria de imprensa da Bahrain Victorious à agência Lusa.

Num atribulado final de etapa, em que ambos caíram e Igor Arrieta até se enganou no caminho, foi o espanhol da UAE Emirates a levar a melhor em Potenza, com Eulálio a gastar mais dois segundos para cumprir os 203 quilómetros desde Praia a Mare.

Com as quedas a acontecer no final, não sei o que dizer. A queda do Arrieta, depois eu ‘tinha’ a etapa e tinha a camisola rosa, depois a minha queda, depois juntámo-nos os dois. E, no fim, os dois a sprintarmos pela vitória, que eu penso que tenha sido o sprint mais lento de sempre”, descreveu.

O corredor da Figueira da Foz lidera a geral com 02.51 minutos de vantagem sobre Arrieta, com o italiano Christian Scaroni (XDS Astana) a fechar o pódio, a 03.34.

Penso que agora tenho uma vantagem interessante. Vamos ver o que podemos fazer nos próximos dias também”, antecipou, confessando que espera vestir a camisola rosa na quinta-feira, na sexta etapa, e durante “mais dias”.

Eulálio disse ainda não saber como seriam as reações em Portugal, mas mostrou-se convicto de que as pessoas estarão “certamente” a acompanhar mais o Giro e o seu percurso.

Espero que tenham orgulho disto, como eu estou a ter”, concluiu.