“Estamos superfelizes com a camisola rosa. Começámos a etapa com a ideia de estarmos na fuga e, no final, o Afonso esteve a lutar pelo triunfo. Talvez a vitória de etapa, juntamente com a camisola rosa, tivesse sido a cereja no topo do bolo”, concedeu Franco Pellizotti.
O diretor desportivo italiano elogiou Afonso Eulálio, considerando que o seu corredor esteve “verdadeiramente forte hoje” na quinta etapa, na qual foi segundo, a dois segundos do vencedor, o espanhol Igor Arrieta (UAE Emirates).
“Houve alguns erros no final, mas foi um bom final para se ver do carro. Estamos felizes porque agora temos a camisola rosa, e também com esta diferença (na geral) para os próximos dias”, avaliou, citado em comunicado da Bahrain Victorious.
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Num atribulado final de etapa, em que ambos caíram e Arrieta até se enganou no caminho, foi o espanhol a levar a melhor, com Eulálio a ceder a etapa, mas a vestir a maglia rosa, seguindo os passos de Acácio da Silva (1989) e João Almeida (2020), os únicos ciclistas nacionais que lideraram o Giro nas suas 109 edições.
Em fuga durante 180 dos 203 quilómetros entre Praia a Mare e Potenza, o figueirense de 24 anos entrou nos últimos 300 metros na frente, mas foi ultrapassado pelo corredor da UAE Emirates, que é segundo na geral, a 02.51 minutos. O italiano Christian Scaroni (XDS Astana), outro dos fugitivos da jornada, fecha o pódio, a 03.34.
“Estamos super orgulhosos dele”, concluiu Franco Pellizotti, que quando era ciclista venceu duas etapas no Giro.
Eulálio vestiu a maglia rosa num dia especial para a Bahrain Victorious, já que hoje se assinalam exatos cinco anos desde que Gino Mäder ganhou a sua única etapa na Volta a Itália.
A coincidência não foi esquecida pelo diretor Aart Vierhouten, que se emocionou a falar do ciclista suíço que morreu em 2023 numa queda na Volta à Suíça, já depois de descrever como “magnífico” o facto de Eulálio estar vestido de rosa.
“Ontem (na terça-feira), começámos a acreditar em algo que ele descobriu hoje”, disse sobre a crença dos responsáveis da Bahrain em que o português pode ganhar uma etapa na 109.ª edição da prova.
Após “uma etapa e peras”, a equipa terá “uma noite bonita” e dormirá bem, antes de acordar na quinta-feira “num sonho cor de rosa”, acrescentou Aart Vierhouten.
