Aos 26 anos, o corredor da Jayco AlUla conseguiu a segunda vitória em grandes Voltas, após a conquistada no Giro2021, ao superiorizar-se a Harold Tejada, o colombiano da XDS Astana que o suíço bateu ao sprint no final dos 205,8 quilómetros entre Dole e Belfort, depois de o duo se ter distanciado dos companheiros de jornada a 16 quilómetros do final.
“Trabalhei muito para esta (vitória), no ano passado fiquei perto. Ter conseguido vencer… preciso de algumas horas para perceber o que aconteceu hoje, porque ainda estou sem palavras”, assumiu Schmid, que foi segundo na 11.ª tirada do Tour2025.
Terceiro na etapa, a dois segundos do suíço, Pidcock foi o outro grande vencedor, subindo seis posições na geral, que continua a ser liderada pelo esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates).
O britânico da Pinarello Q36.5 ganhou exatos 07.30 minutos ao pelotão, e é agora quarto classificado, após ter chegado a superar virtualmente Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), segundo a 03.36 minutos, e Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe), que segurou o seu lugar no pódio por apenas nove segundos – o belga está a 04.06 do camisola amarela.
“Há muitos pontos positivos a reter desta jornada, mesmo que o objetivo fosse ganhar a etapa e não tenhamos conseguido. (...) Mas ganhei muito tempo na geral, pelo que há coisas boas além da deceção”, resumiu o bicampeão olímpico de XCO, que está neste Tour à procura de provar que é um voltista e que o terceiro lugar na Vuelta2025 não foi um acaso.
No arranque da etapa mais longa da 113.ª edição, as tentativas de fuga foram várias, mas apenas quando estavam decorridas três dezenas de quilómetros é que 37 corredores se destacaram, com o português Nelson Oliveira (Movistar), Schimd, Pidcock, Jasper Philipsen (Alpecin-Premier Tech), Jordan Jegat (TotalEnergies), Ben Healy (EF Education-EasyPost), Kévin Vauquelin (INEOS), ou Brandon McNulty (UAE Emirates) a serem alguns dos principais nomes.
Duas dezenas de ciclistas, liderados pelo camisola verde Mads Pedersen (Lidl-Trek), preocupado com os pontos que Philipsen lhe podia roubar, e que incluíam ainda Tejada, partiram no encalço dos homens da frente, com a junção a dar-se a 92 quilómetros da meta, quando os fugitivos já tinham sete minutos de vantagem para o pelotão, placidamente comandado pela UAE Emirates, que também tinha Tim Wellens entre os escapados.
Com Pidcock a galgar virtualmente lugares no top 10 da geral, foi a Bahrain Victorious a única a tentar diminuir a distância, na tentativa de salvar o nono posto de Lenny Martinez, uma missão totalmente fracassada, porque a fuga só foi ganhando vantagem, mesmo depois de Philipsen ser o primeiro no sprint intermédio, à frente do dinamarquês da Lidl-Trek.
O Col des Croix, de terceira categoria, fez a primeira seleção entre os 57 fugitivos, mas foi o Ballon d'Alsace a definir os ciclistas que lutariam pela etapa, com os três primeiros da etapa – Schmid tinha a companhia do colega Luke Plapp –, os homens da UAE, Jegat, Vauquelin, Maxim Van Gils (Red Bull-BORA-hansgrohe) e Clément Braz Afonso (Groupama-FDJ) a encarem a descida em conjunto a descida que se seguiu.
Quando o britânico da Pinarello Q36.5 já estava virtualmente na segunda posição da geral, a Lidl-Trek assumiu a perseguição, com o próprio Pedersen a trabalhar para defender as aspirações de pódio de Juan Ayuso – acabou por cair para o quinto lugar -, antes da Red Bull-BORA-hansgrohe também entrar ao trabalho, para evitar que Evenepoel saísse do pódio.
A 16 quilómetros da meta, Hejada e Schmid isolaram-se e ganharam uma dezena de segundos aos seus companheiros de jornada, uma vantagem que duplicou na aproximação à meta, mas que caiu quando os dois primeiros preferiram marcar-se, permitindo que os perseguidores, encabeçados por Pidcock, gastassem apenas mais dois segundos.
Pela quarta vez em fuga neste Tour, Nelson Oliveira acabou por chegar no pelotão, a 07.32 minutos do vencedor, e passou a ocupar o 79.º lugar da geral, na qual Jordan Jegat, o 10.º classificado da passada edição, é agora 11.º, depois de subir oito posições.
Após o inesperado sossego da etapa de hoje, os candidatos da geral têm um desafiante teste no sábado, nos 155,3 quilómetros que ligam Mulhouse a Le Markstein e que incluem três contagens de primeira categoria, a última a menos de seis quilómetros da meta.
