O jovem ciclista francês concedeu uma entrevista ao jornal espanhol Marca na antecâmara da Grande Boucle.
"Estou muito entusiasmado e tenho muita vontade. Para a minha família é igual. Estão muito entusiasmados. Os meus avós, os meus pais... Para eles é especial. Os meus avós estão a envelhecer e, quando somos jovens, não sabemos o que pode acontecer. Fazer o Tour este ano é algo especial para mim porque sei que vão poder ver. Para o meu avô é muito importante. É um sonho para ele e tenho muito orgulho disso", afirmou na conversa.
De seguida, foi questionado sobre como vencer o todo-poderoso Tadej Pogacar: "Tem muita experiência, já venceu quatro vezes e hoje é o melhor ciclista do mundo. Não sei o que posso fazer, mas vou tentar segui-lo. E veremos", disse, entre risos.
"É preciso ser realista, e ser realista neste momento significa pensar no que posso fazer para chegar nas melhores condições possíveis. Isso passa por gerir bem os meus esforços ao longo de todo o Tour. Não diria que é impossível (vencer Pogacar), porque no desporto tudo pode acontecer, mas também é preciso ter em conta que estamos a falar de alguém que já venceu o Tour quatro vezes e que é extremamente forte. Não vai ter uma quebra durante três semanas. Para mim será a primeira vez numa Grande Volta e tenho muito para aprender. Se conseguir fazer algo de bom, já será um sucesso", concluiu.
