“É fantástico. Que semana e que Tour! Um dos objetivos da minha carreira está cumprido. É absolutamente incrível fechar este capítulo hoje e amanhã (domingo) ter apenas que cortar a meta”, congratulou-se o dinamarquês da Lidl-Trek.
Depois de no ano passado ter vencido a classificação por pontos na Vuelta (já o tinha feito em 2022) e no Giro, Pedersen juntou-se a um grupo de escaladores, na etapa rainha da 113.ª edição, para somar os pontos necessários para subir no domingo ao pódio final.
“Não queria abusar no início (da subida ao Col de la Croix de Fer), pelo que segui ao meu ritmo. Depois, em determinado momento, o pelotão abrandou. Sabia que a subida era menos dura nos últimos cinco quilómetros e tentei a minha sorte”, descreveu.
O campeão mundial de fundo de 2019, de 30 anos, chegou ao grupo dos favoritos ainda na primeira contagem de categoria especial da jornada e, depois, na descida, partiu em busca dos fugitivos, alcançando-os para ser primeiro no sprint intermédio e garantir que Jasper Philipsen (Alpecin-Premier Tech) já não pode superar os seus 527 pontos.
Também Richard Carapaz, o equatoriano da EF Education-EasyPost, assegurou hoje virtualmente a vitória na classificação da montanha, que volta a conquistar dois anos depois, ao ser primeiro no Alpe d’Huez.
“Acima de tudo, penso que a mereço, porque lutei muitíssimo neste Tour”, destacou.
Aos 33 anos, o campeão do Giro 2019 sobe novamente ao pódio final da Grande Boucle como rei da montanha, um título que também conquistou na Vuelta2022.
“Quando partimos de Barcelona (em 04 de julho), sabia que não podia aspirar à classificação geral. Tinha um objetivo muito claro em mente, e concretizámo-lo com duas vitórias de etapa e a camisola às bolinhas vermelhas”, revelou.
Para Carapaz, este Tour, no qual também é um dos mais sérios candidatos ao prémio de super combativo, foi “incrível”.
A 113.ª Volta a França termina no domingo, com os ciclistas a cumprirem 89 quilómetros nas ruas de Paris.
