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Tour: Pogacar inscreveu o nome no Alpe d'Huez e somou quinta vitória na 113.ª edição

Ciclista esloveno Pogacar vence etapa no Alpe d’Huez
Ciclista esloveno Pogacar vence etapa no Alpe d’HuezREUTERS/Stephanie Lecocq

O colecionador Tadej Pogacar juntou esta sexta-feira um novo feito ao seu palmarés, ao estrear-se a vencer no Alpe d’Huez na 19.ª etapa da 113.ª Volta a França em bicicleta, garantindo a quinta vitória final na prova.

Na primeira de duas jornadas com final numa das mais emblemáticas subidas do Tour, o camisola amarela cedo se destacou dos demais candidatos para alcançar os fugitivos Lenny Martinez (Bahrain Victorious) e Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), respetivamente segundo e terceiro na etapa, e concretizar o objetivo de inscrever o seu nome numa das 21 curvas do Alpe d’Huez.

“É muito bom ganhar aqui”, confessou o esloveno da UAE Emirates, que festejou efusivamente a quinta vitória nesta edição e a 26.ª da carreira na Grande Boucle, tornando inalcançável a sua liderança na geral.

Faltam apenas duas etapas para Pogacar, de 27 anos, igualar os recordistas de triunfos na prova francesa, uma vez que o tetracampeão ganhou 02.29 minutos a Remco Evenepoel, o belga da Red Bull-BORA-hansgrohe que está a 07.11 da camisola amarela.

Isaac del Toro (UAE Emirates) consolidou a sua presença no pódio, aumentando, ainda que pouco, a distância para Paul Seixas (Decathlon), que é quarto – o mexicano está a 09.42 minutos do seu líder.

Além de ‘Pogi’, o primeiro camisola amarela a ganhar no Alpe d’Huez desde Geraint Thomas em 2018, o outro grande vencedor foi Carapaz, que assumiu a liderança da montanha e subiu a oitavo na geral, onde Martinez é o novo quinto, após o ‘colapso’ de Juan Ayuso (Lidl-Trek).

Com o arranque dos curtos - mas intensos - 127,9 quilómetros desde Gap a coincidir com o início de subida ao Col Bayard, houve ciclistas a descolar ainda antes de Valentin Paret-Peintre (Soudal Quick-Step) se tornar virtualmente líder da classificação da montanha ao ser primeiro na contagem de segunda categoria.

Na subida, 42 ciclistas, entre os quais Martinez e Carapaz escaparam ao pelotão, ganhando rapidamente vantagem devido ao intenso trabalho da Visma-Lease a Bike, que colocou a artilharia pesada na frente, nomeadamente Sepp Kuss, o vencedor da Vuelta 2023.

Entre os fugitivos estavam, obviamente, Mads Pedersen (Lidl-Trek), o camisola verde que queria colocar Jasper Philipsen (Alpecin-Premier Tech) a uma distância dificilmente recuperável na luta pelos pontos, Jordan Jegat (TotalEnergies), Derek Gee (Lidl-Trek), Matthew Riccitello (Decathlon), Ben Healy (EF Education-EasyPost), Ben O'Connor (Jayco AlUla), Tobias Halland Johannessen (Uno-X), ou Adam Yates, aparentemente recuperado do vírus que afetou a UAE Emirates.

Embora debilitada, a equipa de Pogacar assumiu a perseguição aos escapados, juntamente com a Red Bull-BORA-hansgrohe, mas no Col du Noyer a vantagem dos homens da frente já era superior a três minutos.

Após a contagem de primeira categoria, o terreno ‘acalmou’ e Pedersen pôde tranquilamente ser o primeiro no sprint intermédio, com o dinamarquês a dar hoje um passo decisivo para completar a trilogia de vitórias na classificação por pontos nas grandes Voltas.

Surpreendentemente, o Col d’Ornon (2.ª) fez uma grande seleção entre os fugitivos, mas também no grupo do camisola amarela, reduzido a pouco mais de uma dezena de corredores.

No início da ascensão ao Alpe d’Huez, restavam 13 ciclistas na frente, com uma das mais emblemáticas subidas do Tour a condenar Ayuso, que se despediu definitivamente do pódio – perdeu mais de seis minutos para o vencedor e desceu ao sétimo lugar -, mas também Thomas Pidcock (Pinarello Q36.5), que desceu a nono da geral.

Pogacar atacou a 12 quilómetros do alto, enquanto Carapaz, vencedor na véspera, Martinez e Kuss não colaboravam para tentar sobreviver à rápida aproximação do camisola amarela, que chegou à frente da corrida nos derradeiros 2.000 metros.

Liderados pela Decathlon, os restantes candidatos ao pódio só viram a distância aumentar, com Evenepoel a atacar no pior momento e a ser travado pelas motos que acompanham a prova, sem espaço para passarem entre a multidão que se aglomerava na estrada.

Também Del Toro atacou, para ganhar mais quatro segundos a Seixas, pouco antes de Pogi conseguir, finalmente, livrar-se dos resistentes da fuga, a apenas 750 metros da meta, que cortou isolado após 03:17.57 horas, à frente de Martinez, segundo a seis segundos, e do novo líder da montanha, terceiro a nove.

No sábado, o camisola amarela pode tentar o bis, já que a etapa rainha do Tour 2026 tem no‘menu, além de nova chegada ao Alpe d’Huez, as subidas aos míticos Croix de Fer e Galibier, contagens de montanha de categoria especial assim como o Col de la Sarenne, e o Col du Télégraphe, de primeira categoria.

Nélson Oliveira (Movistar) vai partir para os 170,9 quilómetros da penúltima etapa, que começa em Le Bourg d'Oisans, na 68.ª posição da geral, a quase quatro horas o camisola amarela, depois de hoje ter sido 66.º, a 24.11.