Alexis Guérin (vencedor da etapa e líder da classificação geral):
“Estou muito contente pela equipa. Para a nossa equipa, a Volta a Portugal é o nosso Tour. Sou francês, mas tenho uma mulher portuguesa. Para mim, esta é uma corrida muito importante. É o único grande objetivo do meu ano. Trabalhei imenso. Estou muito feliz por ganhar aqui, mas há muito tempo até ao final da Volta. Vou dormir muito e comer muito.
A subida adequava-se às minhas características. Esperava que os outros (que estavam na perseguição) pedalassem como num jogo de póquer. Ganhar é muito bom”.
Artem Nych (segundo na etapa e na classificação geral):
“Foi um dia bastante bom para nós. O Alexis arrancou primeiro. No último quilómetro, arranquei para ganhar algum tempo aos concorrentes. O Alexis já tem muita diferença. Tecnicamente, estivemos muito bem. Estivemos sempre na frente.
Não acredito (que possa conquistar a camisola amarela no contrarrelógio). A diferença é muito grande (para o Alexis). Estamos muito bem com esta diferença. Depois do crono e depois do dia de descanso, temos duas etapas muito difíceis de controlar.
Não é muito importante tirar tempo ao meu colega de equipa. O crono é técnico, o que não gosto, mas também pede força. Há algumas secções em que dá para puxar, o que é bom. Tem algumas descidas perigosas”.
Pedro Silva (terceiro na etapa e quarto na classificação geral):
“Parti com o objetivo de vencer esta etapa. Tinha marcado como objetivo pessoal vencer na Torre. Saio como melhor português na etapa. Fico feliz. Dei o meu melhor. O vencedor ganhou por uma larga margem. Temos de lhe dar os parabéns e de continuar a lutar, que ainda agora começou.
Com o crono já amanhã (segunda-feira), é normal que os atletas ataquem mais depois. Temos etapas muito perigosas como a etapa do Gerês (sétima etapa) e a da Senhora da Graça (nona), onde pode haver grandes reviravoltas. Ao ter de controlar a corrida, a Anicolor-Campicarn pode ter um desgaste extra. As equipas têm de aproveitar para dar a reviravolta e para tentar ganhar a Volta a Portugal.
Neste momento, um top-5 ou um pódio são objetivos alcançáveis, mas vou continuar a lutar com o objetivo de ganhar a Volta a Portugal”.
Rui Oliveira (vencedor do prémio da combatividade na etapa):
“É um bom prémio no final. O meu objetivo era dignificar a camisola amarela. Não o podia ter feito de melhor maneira do que ir para a fuga e pontuar em todas as metas volantes. A camisola amarela deu-me força extra, mas não podia fazer os impossíveis e chegar à Torre na frente. Há ciclistas mais fortes, trepadores. Não sou trepador, mas dignifiquei as cores da equipa e esta camisola tão bonita. Foi um orgulho estar na frente. Estava muito emocionado na subida. Estava sempre a ouvir o meu nome. Foi um dia que me encheu o coração.
Estava com pernas e consegui ganhar alguns pontos para a camisola dos pontos. O grande objetivo é tentar a melhor classificação possível com o Adrià (Pericas). O importante é o Adrià estar bem e motivado para a geral (é nono classificado). Viemos para obter a melhor classificação possível. (A classificação dos pontos) é uma situação secundária. Se puder fazê-lo, melhor, mas a prioridade é o Adrià”.
Adrià Pericas (líder da classificação da juventude):
“A Anicolor-Campicarn está muito forte, mas não estivemos mal. Não gerimos as forças da melhor forma, mas vamos tentar melhorar dia após dia. Amanhã, temos o 'crono', um dia duro. Temos de estar concentrados e não atirar a ‘toalha ao chão’.
(Os ciclistas da Anicolor-Campicarn) foram muito fortes, com um ritmo muito elevado. Excedi-me um pouco na perseguição. Depois, fraquejei no final.
Estamos aqui para conseguir a camisola amarela. A camisola branca é um grande prémio, mas temos um objetivo principal”.
