Julius Johansen (vencedor da etapa e líder da geral individual):
“Não dava para fazer melhor, quer quanto ao meu desempenho, quer quanto ao da equipa. Foi um começo muito bom. Esperemos continuar assim nos próximos dias"
Vamos ver se a conseguimos dar (a camisola amarela, na quinta-feira) ao Rui (Oliveira). Ele tem bem mais hipóteses de ganhar ao sprint do que eu. Esperemos que ele consiga vencer em Portugal, no seu país.
É o meu segundo objetivo para a Volta a Portugal (vencer o contrarrelógio individual entre Anadia e Águeda, de 17,4 quilómetros, na segunda-feira). Farei o meu melhor. Ganhei aqui. Quero tentar vencer pela segunda vez, mas já posso estar satisfeito por ter conseguido uma vitória.
Sim (é a melhor época da minha carreira). Creio que elevei a 'fasquia', não sei muito bem como. Encontrei a minha especialidade nos contrarrelógios mais curtos. Estou feliz por isso. Vamos ver se também estarei à altura em contrarrelógios mais longos”.
Rui Oliveira (segundo na etapa e na geral individual):
“A verdade é que nunca pensei que poderia estar nos três primeiros. O meu irmão Ivo acreditou mais em mim. Deu-me muitas dicas. Ele é dos melhores do mundo neste tipo de esforços. Ficar à frente do Rafael, que é dos melhores do mundo (no prólogo), e um pouco atrás do Julius (Johansen) só tenho de estar orgulhoso. Obviamente, é agridoce estar todo o dia ali, em primeiro, mas são coisas que acontecem.
Obviamente queria a minha primeira vitória. Se não for eu, que seja um companheiro de equipa. Estou muito feliz pelo Julius ter feito primeiro. Preferia ter sido eu. Toda a gente prefere ganhar, mas, quando não somos nós, que seja um companheiro. Haverá mais oportunidades.
Estou feliz por estar aqui. Tive uma lesão grave no pé há três semanas. Quando foi anunciada a minha partida na Volta a Portugal, passados três dias tive uma lesão um pouco grave e esteve em causa a minha participação, mas fiz tudo para estar aqui nas melhores condições possíveis. Só estou a dizer isto, porque tenho muito orgulho da preparação que fiz. Para dignificar esta corrida e para respeitar esta corrida, fiz tudo o que podia para recuperar. Fiquei em segundo lugar e visto a camisola laranja (dos pontos).
Isso nunca esperava (ser o melhor português no prólogo), não tenho muitos treinos neste tipo de prólogos. Não ando muito com a bicicleta de contrarrelógio, mas, neste último mês, apliquei-me. Excedi o plano que tinha para fazer na corrida. Só tenho de estar contente.
Espero estar a disputar o final de amanhã (quinta-feira, na etapa entre Lourinhã e Queluz). Outras equipas também. Vamos ver como se desenrola a dinâmica das equipas. Em conjunto com outras equipas de sprinters, podemos gerir a corrida para chegar ao final. Aquela subida em Sintra será 'tricky' (traiçoeira), mas vamos ver como se vai desenrolar e esperemos, no final, estar a disputar o sprint”.
Rafael Reis (terceiro na etapa e da geral individual):
“Ele já tinha dito que se ia 'vingar' de mim no Gran Camino deste ano. É, realmente, um ciclista muito bom. Quando estávamos na equipa, já sabíamos isso. Conhecemo-nos muito bem. Somos amigos. Estivemos agora 15 dias em altitude e treinámos juntos. Fico contente por ele também. Passou pela nossa equipa. Temos mantido contacto.
Era o meu objetivo, como é óbvio. Fico triste por ter perdido, mas é mesmo assim, não é? Só ganha um, os ciclistas só ganham um. Estou contente com a minha prestação. Não falhei em lado nenhum. Temos agora mais etapas pela frente. Para a nossa equipa, foi um dia positivo. Vamos tentar vencer a volta homens da classificação geral.
A minha especialidade são os prólogos e os contrarrelógios. Vou tentar dar o meu melhor nesses dias. (…) A nossa equipa, na montanha, pode ter algumas dificuldades. Acho que nos vamos conseguir defender. As equipas sabem que, no contrarrelógio, o Artem (Nych) é muito forte. Hoje, mostrou isso novamente para os homens de geral (com o quinto lugar). No próximo contrarrelógio, são mais 11 quilómetros do que hoje (na segunda-feira)."
