Protagonistas do sexto título olímpico de Portugal, o primeiro numa modalidade que não o atletismo, após uma corrida de madison, variante de ciclismo de pista onde se impuseram à concorrência nas voltas finais, os corredores não rejeitam a hipótese de revalidar o título nos Estados Unidos, mas avisam que é preciso uma boa qualificação para lá chegar.
“Acima de tudo, temos de fazer uma boa qualificação para conseguirmos lá estar. Sem essa qualificação, não adianta estar a pensar em nada em relação aos Jogos. A partir daí, quando e se essa qualificação estiver garantida, podemos pensar onde nos podemos posicionar”, realçou Iúri Leitão, corredor da espanhola Caja Rural, que acompanhou hoje o contrarrelógio entre Anadia e Águeda, da Volta a Portugal.
De regresso ao Velódromo Nacional de Sangalhos, palco onde se costuma preparar para as corridas de ciclismo de pista, o corredor de Viana do Castelo acompanhou, a partir do carro de apoio, o contrarrelógio de Rui Oliveira (UAE Emirates), 19.º classificado na quinta etapa da Volta a Portugal em bicicleta, um contrarrelógio individual de 17,4 quilómetros, entre Anadia e Águeda.
O corredor de 28 anos, também medalha de prata em omnium em Paris-2024, crê que o seu parceiro da medalha de ouro olímpica andou “um bocadinho rápido demais” para quem disse que ia “passar o dia tranquilo” e crê que ainda pode vencer uma etapa na corrida portuguesa, o seu principal objetivo.
“Já teve essa possibilidade. Ainda não surgiu, mas tem estado irrepreensível nesta Volta a Portugal. Tem estado muito bem, a desfrutar. Tem sido um espetáculo para todos. Tenho a certeza que não vai parar de tentar até conseguir. Agora, junta provavelmente o objetivo da camisola por pontos”, salientou.
Apesar de querer desfrutar da etapa, o ciclista de Vila Nova de Gaia, de 29 anos, lembrou que tinha de “dignificar a corrida” e de “rodar as pernas para os dias a seguir” da Volta, sem ir ao limite, e, a propósito da variante de pista, realçou que a dupla tem de estar na “melhor forma possível” para se qualificar para LosAngeles-2028.
"Há muito tempo que estamos aqui para trabalhar e dar o nosso melhor. Consequentemente, os bons resultados aparecem. A qualificação começa já em outubro. A partir daí, começa um novo caminho. O nosso selecionador (Gabriel Mendes) é o principal responsável por nos meter na melhor forma possível”, disse após a etapa, acompanhado também pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e pelo presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, que também seguiram no seu carro de apoio.
