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Fórmula 1: Russell admite que "corrida com seis paragens seria a mais rápida" no Grande Prémio de Madrid

George Russell em ação nos treinos
George Russell em ação nos treinosOSCAR DEL POZO / AFP

George Russell afirmou recear que o elevado desgaste dos pneus pudesse obrigar as equipas a fazer seis paragens nas boxes durante o Grande Prémio de Espanha de domingo, depois de terminar em 5.º na segunda sessão de treinos livres no desafiante novo circuito híbrido de Madring.

Depois de liderar os tempos na primeira sessão de treinos livres, foi batido pelo seu colega de equipa na Mercedes e líder do campeonato Kimi Antonelli, que estabeleceu o ritmo na segunda sessão, à frente dos Ferrari e do estreante dos Racing Bulls Arvid Lindblad.

"Foi muito divertido conduzir nesta pista pela primeira vez", disse George Russell, 24 horas depois de a ter descrito como a mais arriscada do calendário.

"É sempre uma grande experiência conduzir num novo circuito. Para mim, a FP1 foi forte, mas fizemos algumas alterações na afinação para a FP2, por isso provavelmente vamos voltar atrás. Acho que há uma grande incógnita quanto à degradação dos pneus. Na FP1, com a degradação que todos tivemos, pensamos que uma corrida com seis paragens teria sido provavelmente a forma mais rápida", explicou.

"Não acredito que alguém vá fazer uma corrida com seis paragens no domingo e tenho a certeza de que a degradação dos pneus vai ser melhor, mas com aquela curva longa – La Monumental – os pneus sofrem bastante. Vai ser um verdadeiro desafio para todos", assumiu.

La Monumental é o elemento de destaque do novo circuito, construído em torno de um centro de exposições perto do aeroporto de Barajas.

É uma curva inclinada em forma de ferradura, com 550 metros de comprimento, que exige muito dos carros, dos pilotos e dos pneus a alta velocidade.

O chefe-adjunto da equipa Mercedes, Bradley Lord, salientou que não era apenas a Monumental a ser exigente para os pneus, mas também as sequências de curvas.

"É curva atrás de curva atrás de curva, sem oportunidade para os pneus respirarem durante a volta", afirmou.

"A forma como os pneus vão aguentar será decisiva. Podemos assistir a outros efeitos térmicos que obriguem a mais paragens do que aquilo que os computadores preveem", acrescentou.

Antonelli, que vem de uma vitória histórica em casa, partindo de 19.º na grelha em Monza, manteve um perfil discreto esta sexta-feira e deixou que fosse a sua condução, em pista, a falar por si. Já conseguiu distanciar-se 66 pontos de Russell na luta pelo título.