“Significa todo o esforço que eu deixo em cima do tapete, significa muitas horas de trabalho. Significa muito”, resumiu já depois de subir ao pódio no Dakar Expo Center, em Diamniadio.
Frente à cazaque Fatima Supygaliyeva, número um do ranking mundial e vigente campeã do Mundo de cadetes, Sofia Gaspar perdeu por ippon, após 02.33 minutos, depois de ter estado a liderar o combate graças a um yuko.
“Estava controlada, só que infelizmente ela tem muita flexibilidade e conseguiu-me escapar. Mesmo eu tentando ali aguentar a pressão no chão, infelizmente fui controlada”, analisou.
A judoca da Académica, que foi a primeira mulher a ser porta-estandarte de Portugal na Cerimónia de Abertura de uns Jogos Olímpicos da Juventude, conquistou a primeira medalha para a Missão nacional no Senegal e a 13.ª em quatro edições dos Jogos Olímpicos da Juventude.
Gaspar mostrou-se confiante de que a sua medalha vai inspirar a delegação nacional, elogiando os seus companheiros de Missão.
“Antes de ter esta medalha já acreditava que eles conseguiriam, porque nós temos uma ótima comitiva e eu acho que ainda vamos ter bons resultados”, pontuou.
Medalha de bronze no Campeonato do Mundo de cadetes deste ano, a lusa de 16 anos assumiu que um dos seus “maiores objetivos é chegar ao palco dos Jogos Olímpicos” de verão, onde já duas judocas portuguesas conquistaram bronzes – Telma Monteiro (-57 kg), no Rio2016, e Patrícia Sampaio (-78 kg), em Paris-2024.
“Todas as conquistas que Portugal já teve são uma inspiração para eu continuar e levar Portugal ao topo dos topos”, garantiu.
Para chegar à prata, Gaspar, que ficou isenta na primeira ronda, começou por afastar a belga Viktoria Grigoryan.
Depois de ter visto dois castigos, a lusa levou o combate para o golden score, no qual conseguiu um yuko para seguir em frente.
Nas meias, a segunda cabeça de série precisou de pouco mais de um minuto para derrotar moldava Alexandra Chiron, por ippon.
Esta é a segunda medalha conquistada pelo judo português em quatro edições dos Jogos Olímpicos da Juventude, depois de Maria Siderot ter-se sagrado campeã de equipas mistas e multinacionais em Nanjing-2014.
