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Dakar-2026: Prata significa "muito" para Sofia Gaspar, que aspira aos Jogos Olímpicos

Sofia Gaspar perdeu por ippon, após 02.33 minutos, na final dos -52 kg
Sofia Gaspar perdeu por ippon, após 02.33 minutos, na final dos -52 kgConfederação do Desporto de Portugal

A prata nos -52 kg em Dakar-2026 “significa muito” para Sofia Gaspar, com a jovem judoca a admitir que tem como um dos seus maiores objetivos “chegar ao palco dos Jogos Olímpicos”.

“Significa todo o esforço que eu deixo em cima do tapete, significa muitas horas de trabalho. Significa muito”, resumiu já depois de subir ao pódio no Dakar Expo Center, em Diamniadio.

Frente à cazaque Fatima Supygaliyeva, número um do ranking mundial e vigente campeã do Mundo de cadetes, Sofia Gaspar perdeu por ippon, após 02.33 minutos, depois de ter estado a liderar o combate graças a um yuko.

“Estava controlada, só que infelizmente ela tem muita flexibilidade e conseguiu-me escapar. Mesmo eu tentando ali aguentar a pressão no chão, infelizmente fui controlada”, analisou.

A judoca da Académica, que foi a primeira mulher a ser porta-estandarte de Portugal na Cerimónia de Abertura de uns Jogos Olímpicos da Juventude, conquistou a primeira medalha para a Missão nacional no Senegal e a 13.ª em quatro edições dos Jogos Olímpicos da Juventude.

Gaspar mostrou-se confiante de que a sua medalha vai inspirar a delegação nacional, elogiando os seus companheiros de Missão.

“Antes de ter esta medalha já acreditava que eles conseguiriam, porque nós temos uma ótima comitiva e eu acho que ainda vamos ter bons resultados”, pontuou.

Medalha de bronze no Campeonato do Mundo de cadetes deste ano, a lusa de 16 anos assumiu que um dos seus “maiores objetivos é chegar ao palco dos Jogos Olímpicos” de verão, onde já duas judocas portuguesas conquistaram bronzes – Telma Monteiro (-57 kg), no Rio2016, e Patrícia Sampaio (-78 kg), em Paris-2024.

“Todas as conquistas que Portugal já teve são uma inspiração para eu continuar e levar Portugal ao topo dos topos”, garantiu.

Para chegar à prata, Gaspar, que ficou isenta na primeira ronda, começou por afastar a belga Viktoria Grigoryan.

Depois de ter visto dois castigos, a lusa levou o combate para o golden score, no qual conseguiu um yuko para seguir em frente.

Nas meias, a segunda cabeça de série precisou de pouco mais de um minuto para derrotar moldava Alexandra Chiron, por ippon.

Esta é a segunda medalha conquistada pelo judo português em quatro edições dos Jogos Olímpicos da Juventude, depois de Maria Siderot ter-se sagrado campeã de equipas mistas e multinacionais em Nanjing-2014.

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