Segundo avançou o Handelsblatt na segunda-feira, Kessler deverá assumir o cargo de ministra de Estado para o Desporto e Voluntariado. Sucederia assim a Christiane Schenderlein (CDU), que, no âmbito da remodelação governamental, transita para o Ministério Federal da Saúde como secretária de Estado parlamentar, conforme anunciou Merz. No entanto, o chanceler não quis confirmar oficialmente a nomeação de Kessler na segunda-feira, mantendo-se em aberto a sucessão de Schenderlein.
O facto de Kessler estar a ser considerada para o cargo não surpreende. Tanto como futebolista profissional como dirigente, a alemã de 38 anos construiu uma carreira meteórica, primeiro como jogadora de referência, conquistando inúmeros títulos e sucessos, e depois, num universo dominado por homens, granjeou uma excelente reputação enquanto dirigente.
Kessler constrói carreira na UEFA
Natural da Renânia-Palatinado, estreou-se na Bundesliga em 2007, aos 19 anos, pelo 1. FC Saarbrücken. Em 2010, venceu a Liga dos Campeões com o 1. FFC Turbine Potsdam. Pelo VfL Wolfsburg, conquistou como capitã mais dois títulos na principal competição europeia de clubes, tendo-se sagrado campeã alemã por quatro vezes. Pela seleção alemã, triunfou no Campeonato da Europa de 2013, na Suécia, e um ano depois foi distinguida como Futebolista Europeia do Ano e também como melhor futebolista do mundo.
Apesar dos muitos troféus, a propensão para lesões foi uma constante indesejada ao longo da sua carreira, tendo Kesler terminado o percurso em 2016 devido a persistentes problemas no joelho. A antiga estratega de meio-campo, que se descreveu uma vez como "tudo ou nada", já se tinha preparado para a vida após o futebol: estudou economia do fitness e trabalhou numa agência de design de comunicação.
Em 2017, ingressou na UEFA, onde rapidamente passou de embaixadora e consultora a diretora. Há três anos, a Federação Alemã de Futebol (DFB) quis contratá-la como diretora desportiva e sucessora de Oliver Bierhoff, mas Kessler recusou. Na altura, afirmou querer continuar "de coração e alma" o seu trabalho na UEFA. Será que Kessler encontrará agora na política uma nova paixão?
