Pichardo, campeão do mundo em Tóquio2025 e Oregon2022, detém a segunda melhor marca europeia do ano, com 17,71 metros, a 16 centímetros do recorde nacional italiano de Andy Díaz (17,87), também natural de Cuba.
Aos 33 anos, o campeão olímpico em Tóquio2020 e vice em Paris2024 procura recuperar o título europeu ao ar livre conquistado em Munique2022, depois da prata em Roma2024, então atrás do espanhol Jordan Díaz, atual campeão olímpico e agora ausente.
Patrícia Silva também conta com uma das três melhores marcas europeias do ano, com os 3.58,74 minutos conseguidos em 28 de junho, em Paris, onde se tornou na segunda portuguesa mais rápida de sempre nos 1.500 metros, ao ficar a aproximadamente um segundo do recorde nacional de Carla Sacramento (03.57,71, desde agosto de 1997).
A atleta do Sporting, de 26 anos, ocupa o pódio entre as inscritas, atrás da britânica favoritíssima Georgia Hunter Bell (03.55,63) e da francesa Agathe Guillemot (03.56,34), sendo uma das cinco com marcas em 2026 abaixo dos quatro minutos, uma fasquia que ainda não foi alcançada este ano por Salomé Afonso (14.ª, com 04.01,84).
Agate de Sousa, medalha de bronze em Roma2024, e Gerson Baldé detêm os quartos melhores saltos do ano, no comprimento, depois de terem conquistado os títulos mundiais em pista curta, em Torun2026.
O melhor salto do ano da atleta do Benfica, de 26 anos, remonta a fevereiro, ainda antes da vitória sob telha, na Polónia, com 6,97 metros, em Madrid, atrás das companheiras no pódio europeu de há dois anos, a alemã Malaika Mihambo e italiana Larissa Iapichino, campeã e vice, agora, segunda e primeira da hierarquia, com 7,05 e 7,12, respetivamente. A francesa Hilary Kpatcha também já saltou mais um centímetro do que a portuguesa.
Gerson Baldé, que também está inscrito na estafeta 4x100 metros mistos, apresenta-se com os 8,46 metros do recorde nacional conseguido em Torun2026, atrás do grego Miltiadis Tentoglou (8,66), tricampeão europeu, do suíço Simon Ehammer (8,51), recordista mundial do heptatlo indoor, e do búlgaro Bozhidar Sarâboyukov (8,59).
Também como quarto do ano, com a marca de 03.30,43 minutos, chega à pista do Alexander Stadium Isaac Nader, mas com o estatuto de campeão do mundo ao ar livre e vice em pista curta.
O francês Azeddine Habz (03.29,80), o britânico Jake Wightman (03.29,95) e o alemão Robert Farken (03.30,43) relegaram o algarvio do Benfica para o quarto posto, numa hierarquia em que José Carlos Pinto é sétimo (03.31,47).
O atleta do Sporting, natural de Lagares da Beira, em Oliveira do Hospital, surge como quinto mais rápido do ano nos 5.000 metros, graças ao recorde nacional de 12.59,75 minutos conseguido há menos de um mês – todos os restantes 19 inscritos ainda não baixaram dos 13 minutos em 2026.
Esta prova marca o regresso à competição do norueguês Jakob Ingebrigtsen, duas vezes campeão do mundo de 5.000 metros e medalhado olímpico de ouro de 5.000 e 1.500, que foi operado à lesão no tendão de Aquiles em fevereiro, após ausência desde os Mundiais Tóquio2025.
Outra grande estrela do atletismo é o sueco Armand Duplantis, que encabeça a lista do salto com vara – menos de um mês depois de ter abandonado a etapa de Londres da Liga Diamante com queixas na coxa esquerda –, graças aos 6,31 metros do seu 15.º recorde do mundo, com mais 14 centímetros do que o grego Emmanouíl Karalis.
Pedro Buaró, com o seu novo recorde nacional de 5,85 metros, é o oitavo do ano entre os inscritos.
Mais acima, no quinto lugar entre as inscritas, está a velocista Tatjana Pinto no ranking europeu dos 100 metros em 2026, com os 11,02 segundos do seu recorde nacional, tal como Jessica Inchude, no lançamento do peso.
Os 19,62 metros da sua melhor marca pessoal fazem da lançadora do Sporting a quinta melhor do ano, com a recordista nacional e sua companheira de equipa Auriol Dongmo, vice em Munique2022, no sétimo posto (19,17) e Eliana Bandeira no nono (18,95).
Nos 400 metros barreiras, Fatoumata Diallo e Sofia Lavreshina, com o mesmo tempo de 54,31 segundos, do recorde nacional partilhado, deixam as representantes portuguesas nos sétimo e oitavo lugares entre as inscritas.
No lançamento do disco, Liliana Cá, depois da medalha de bronze em Roma2024, chega à segunda cidade inglesa com a 10.ª marca do ano, com 64,08 metros, enquanto Irina Rodrigues, quarta na capital italiana, surge num modesto 22.º posto (58,89).
O quarto lugar, e o melhor entre europeus, no Mundial de estafetas Gaborone2026, em maio último, reforça as expectativas na seleção portuguesa masculina de 4x400 metros, depois do sexto lugar nos últimos Europeus, em Roma2024, e da presença na final dos Mundiais Tóquio2025 e indoor Torun2026.
Dos 55 portugueses convocados para a 27.ª edição dos Europeus ao ar livre, entre segunda-feira e 16 de agosto, 32 já conseguiram as suas melhores marcas este ano, com 10 recordes nacionais individuais.
O eterno João Vieira, agora na meia maratona em marcha, vai tornar-se, aos 50 anos, no atleta com mais presenças em Europeus, com oito participações, um registo apenas superado pela francesa Mélina Robert-Michon, de 47, que vai cumprir no concurso de lançamento do disco a sua nona presença.
Portugal soma 41 medalhas em 25 presenças em Europeus de atletismo – não teve atletas em Oslo1946 -, 16 das quais de ouro, 15 de prata e 10 de bronze.
