“Sinto um bocadinho de pressão, um bocadinho, mas ao mesmo tempo também me dá motivação. Estar ao lado do meu pai, lutar à frente do meu pai, dá-me pressão e também ao mesmo tempo dá-me orgulho e dá-me motivação”, disse o judoca à agência Lusa.
Kvantidze, nascido em Tblissi e que está em Portugal desde os 14 anos, país que acolheu também a mãe, o irmão e a tia, e onde o pai também já esteve, não disfarça a satisfação de estar novamente na capital da Geórgia.
A primeira vez foi recente, em março, no Grand Slam de Tblissi, mas ‘Oto’, como é conhecido na seleção, volta a sublinhar a alegria de ir lutar naquela que também é a sua casa e, uma vez mais, com o pai – que acompanha a conversa de longe - a assistir.
“Fizemos uma preparação boa, treinei muito e fiz a preparação toda para esta prova. E pronto, amanhã tenho de mostrar os meus treinos e os meus esforços”, disse o judoca de -73 kg, que nestes Europeus é o único cabeça de série da seleção portuguesa.
Com muitas ausências, sobretudo devido a lesões, com nomes como Patrícia Sampaio (-78 kg), Jorge Fonseca (-100 kg) ou Catarina Costa (-48 kg) de fora, Kvantidze está no top-8 (sétimo) entre os 41 inscritos na sua categoria de peso.
O judoca, o único português em ação na sexta-feira, entrará apenas na segunda ronda e defrontará um adversário vindo dos combates da primeira, a sair do vencedor entre o israelita Yehonatan Elbaz e o moldavo Vlad Mitru.
Este será o terceiro Europeu de Kvantidze, que competiu em Zagreb2024 e em Podgorica2025, em ambos eliminado nos oitavos de final.
Em Tblissi, cidade que conhece como a palma das mãos, o judoca quer fazer mais, sendo o quarto a entrar na competição, depois das estreias na quinta-feira de Miguel Gago (-66 kg), nono classificado, e de Bernardo Tralhão (-60 kg) e Maria Siderot (-52 kg), eliminados no combate inaugural.
Até domingo, a seleção portuguesa contará ainda com Bárbara Timo (-70 kg), no sábado, e Rochele Nunes (+78 kg) e Diogo Brites (+100 kg), no domingo.
