Todos os anos, é atribuído ao jogador mais destacado do futebol universitário. A celebração do MVP da época começou em 1935, quando o troféu de 20kg foi entregue pela primeira vez a Jay Berwanger. É um símbolo de qualidade. De excelência. O vencedor junta-se a um grupo exclusivo dos melhores do desporto.
Um verdadeiro craque de elite tem o poder de mudar o rumo de toda uma época e conduzir a sua equipa ao sucesso. Vez após vez, os vencedores do Heisman elevaram as suas equipas a candidatas ao título, proporcionando momentos inesquecíveis pelo caminho.
Em 2025, Fernando Mendoza, o atual detentor do Heisman, liderou os Indiana Hoosiers numa época invicta coroada com o troféu de campeão. Analisámos os jogadores mais entusiasmantes do futebol universitário – as superestrelas dignas do Heisman que têm o que é preciso para levar a sua equipa à glória e alcançar o topo individual.
Lamar Jackson. Derrick Henry. Baker Mayfield. Joe Burrow. Bryce Young. Ícones do futebol universitário que se tornaram estrelas da NFL após épocas inesquecíveis em que conquistaram o Heisman.
Quem será o próximo?
Trinidad Chambliss (QB - Ole Miss)
Tem sido uma verdadeira viagem para Chambliss. Terminou o secundário sem qualquer oferta de bolsa da Divisão I. Jogou na Ferris University – da Divisão II – com uma bolsa parcial para se provar. Depois de liderar os Bulldogs ao título nacional, entrou no portal de transferências e foi para Ole Miss.
Muitos questionaram se um salto tão grande não seria demasiado para Chambliss. Mas ele não vacilou. No ano de estreia no grande palco, levou os Rebels às meias-finais nacionais e exibiu-se como uma autêntica estrela. Passou para 3.937 jardas e correu para mais 527. Registou 30 touchdowns e apenas três interceções.
Chambliss vai entrar na sexta época universitária depois de ter recebido autorização de um juiz do estado do Mississippi, apesar da tentativa de recurso da NCAA, que foi recusada.
Já levou Ole Miss ao play-off uma vez e quer terminar a sua última dança com o título nacional. É, sem dúvida, um dos principais candidatos ao Heisman.
Arch Manning (QB - Texas)
Em 2025, todas as atenções estavam em Manning, na altura sophomore (atleta de segundo ano). Destinado à grandeza pelo seu apelido, os adeptos dos Longhorns viam nele um salvador quando foi nomeado titular pela primeira vez na carreira. Começou a época como candidato ao Heisman, mas após um início tremido, as suas hipóteses dissiparam-se rapidamente.
Manning teve dificuldades no início. Mas a cada jogo foi ficando mais forte e confiante, provando que pertence à SEC.
Terminou o ano com um registo de 10-3, 3.163 jardas de passe, 399 jardas em corrida e 36 touchdowns. Manning conduziu os Longhorns à vitória sobre Oklahoma, depois fechou a época com um triunfo surpreendente sobre o Texas A&M, terceiro classificado, e uma vitória na Citrus Bowl frente a Michigan.
Manning optou por ficar em Texas para jogar mais um ano e, mais uma vez, é um dos favoritos a vencer o Heisman. Desta vez, está mais experiente e confiante, pronto para levar Texas de volta à pós-época.
Com 1,93 metros e 99 quilos, Manning tem uma força física impressionante; é rápido, ágil e atlético. É o exemplo perfeito de um quarterback de dupla ameaça que não foge ao contacto.
Malachi Toney (WR - Miami)
Toney foi absolutamente decisivo na final nacional do ano passado frente a Indiana. Graças a ele, os Hurricanes conseguiram acompanhar os Hoosiers e manter vivas as hipóteses de vitória até ao fim.
Fez 10 receções, máximo do jogo, para 122 jardas e um touchdown.
O natural de Miami realizou uma campanha notável em 2025, que foi muito além dessa exibição. Toney reescreveu o livro de recordes de caloiros do programa com 109 receções, 1.211 jardas recebidas e 10 touchdowns.
Foi distinguido com a presença na Segunda Equipa All-American e terminou em segundo lugar na ACC com uma média de 13,0 jardas por retorno de punt. Tudo isto como caloiro. E ainda se torna mais impressionante – Toney estava inicialmente previsto chegar a Miami no verão de 2026, mas reclassificou-se e juntou-se aos Hurricanes um ano antes.
Como um dos receivers mais temidos do país, e depois de uma época de estreia fantástica, Toney ganhou reputação de ser um jogador decisivo capaz de levar a sua equipa ao patamar seguinte e à candidatura ao Heisman.
Sam Leavitt (QB - LSU)
A carreira universitária de Sam Leavitt já teve momentos altos notáveis e contratempos inesperados. Depois de começar em Michigan State, transferiu-se para a Arizona State, onde se afirmou como um dos melhores quarterbacks do futebol universitário.
Em 2024, foi eleito Jogador Ofensivo do Ano da Big 12 depois de liderar os Sun Devils a um registo de 11-3 e a uma presença nos quartos de final do College Football Play-off, com um rating de passe de 150,2 e apenas seis interceções lançadas.
No terceiro ano, Leavitt sofreu uma lesão no pé que terminou a época após ter jogado sete partidas. Antes da época de júnior ser interrompida, Leavitt somava 1.628 jardas de passe e 10 touchdowns.
Considerou declarar-se para o draft da NFL – o potencial estava lá e provavelmente seria escolhido na primeira ronda. Depois, recebeu uma chamada de um olheiro da NFL. Se optasse por entrar no portal de transferências, seria o jogador mais bem classificado.
Assim, Leavitt avançou.
Estava no radar de Texas Tech, Miami e Oregon, entre outros. E depois apareceu o LSU com um treinador novo – Lane Kiffin, que transformou os Ole Miss Rebels num programa competitivo e os levou a 11 vitórias antes de assumir os Tigers em novembro de 2025.
Agora, uma das mentes ofensivas mais brilhantes do futebol universitário junta-se a um dos quarterbacks mais talentosos. Se a parceria atingir o seu potencial, LSU pode lutar por mais do que um troféu.
Jeremiah Smith (WR - Ohio State)
Smith deu muito que falar como verdadeiro caloiro em 2024. Fez 76 receções para 1.315 jardas e 15 touchdowns. Os Buckeyes conquistaram o título nacional e Smith foi distinguido como Wide Receiver do Ano da Big Ten, além de integrar a Primeira Equipa All-American.
O seu segundo ano foi igualmente produtivo: somou 87 receções para 1.243 jardas e um total de 12 touchdowns. Sempre que toca na bola, torna-se imediatamente uma ameaça, e as defesas têm de saber sempre onde ele está. É quase impossível pará-lo e o Ohio State depende da sua magia ofensiva.
A equipa é a favorita da pré-época para vencer a Big Ten e, se Smith fizer mais uma época extraordinária, os Buckeyes vão apontar a mais um título nacional. E se chegarem ao topo, Smith provavelmente vai erguer o Heisman.
Um erro grave por parte do Alabama, que Smith admitiu nem sequer o recrutou.
