Mundial-2026: Adeptos respiram de alívio com o regresso de Lionel Messi

Leo Messi, capitão da Argentina
Leo Messi, capitão da ArgentinaTODD KIRKLAND / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

A grande estrela do futebol, Lionel Messi, reapareceu esta quarta-feira no particular em que a Argentina venceu a Islândia (3-0) e está apto para participar no Mundial de todos os excessos, que começa esta quinta-feira no México, marcado pelas tensões internacionais.

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Pela primeira vez em 96 anos de história, três países (México, Estados Unidos e Canadá) vão organizar o torneio, que contará pela primeira vez com 48 países participantes e terá um total de 104 jogos em quase mês e meio de competição, uma versão XXL à altura dos sonhos de grandeza da FIFA.

Golo e recordes 

Desde que Messi se lesionou num jogo pelo Inter Miami, os adeptos argentinos passaram três semanas em sobressalto, à espera que o seu grande capitão conseguisse chegar a tempo para liderar a operação reconquista: defender o título conquistado há quatro anos no Catar.

Foram apenas 20 minutos no particular frente à Islândia, com o qual a Argentina encerrou a sua preparação, mas Messi respondeu: marcou um golo de penálti e participou no terceiro, apontado por Thiago Almada. Valentín Barco abriu o marcador no triunfo por 3-0.

Com este golo no seu jogo 199 como internacional, o astro chegou aos 117 golos pela Albiceleste, da qual é o melhor marcador de sempre. Mas também se tornou o seu goleador mais velho, com 38 anos, 11 meses e 18 dias, superando o registo de Ángel Labruna, que marcou o seu último golo em 1957, com 38 anos, 9 meses e 8 dias.

A partir de 16 de junho, frente à Argélia, Messi terá a oportunidade de disputar o seu sexto Mundial, um recorde que partilhará com outros dois futebolistas, o português Cristiano Ronaldo e o mexicano Guillermo Ochoa, que também atingirão esse número na América do Norte.

 Um Azteca blindado 

Nessa altura já terão passado cinco dias de torneio, que arranca esta quinta-feira no Estádio Azteca, no México.

Será a terceira vez que o mítico recinto da capital mexicana acolhe uma cerimónia de abertura de um Mundial, o que dará ainda mais misticismo a um relvado que no passado viveu capítulos inesquecíveis protagonizados por astros como Pelé, Maradona ou Franz Beckenbauer.

Os dias que antecedem o pontapé de saída têm sido marcados pelos protestos massivos dos professores mexicanos. Milhares deles desfilaram na terça-feira a exigir melhores salários, mas não conseguiram atingir o seu objetivo de chegar ao Azteca, devido à ação da polícia destacada em redor do recinto.

Os professores estão convocados para novos protestos na quinta-feira, coincidindo com o jogo inaugural entre México e África do Sul, o que poderá tornar ainda mais difícil o acesso ao estádio.

Tensões geopolíticas 

Também não diminuem as tensões entre os Estados Unidos e o Irão, em pleno conflito no Médio Oriente. Teerão atacou na quarta-feira bases norte-americanas na Jordânia e no Bahrain, e Washington bombardeou a república islâmica em resposta à queda de um helicóptero norte-americano no estreito de Ormuz.

A seleção do Irão está concentrada em Tijuana, no norte do México, mas os seus três jogos da primeira fase vão disputar-se em território norte-americano e não é certo que toda a delegação iraniana consiga entrar no país.

"Não foi recusada a entrada a nenhum jogador nem a nenhum treinador. Houve alguns oficiais a quem foi recusada, e por razões muito válidas", afirmou na terça-feira o chefe do Grupo de Trabalho da Casa Branca para o Mundial-2026, Andrew Giuliani.

"Há algumas pessoas que dizem ser treinadores e pode ser que não o sejam", alertou este responsável, referindo-se a elementos da delegação iraniana que, alegadamente, têm ligações aos Guardas da Revolução, o exército ideológico do país.

A primeira vítima deste contexto de conflito internacional já tem nome: o somali Omar Abdulkadir Artan.

Ao melhor árbitro africano foi recusada a entrada nos Estados Unidos no passado sábado "por ser suspeito de ter ligações a alegados membros de organizações terroristas", precisou na terça-feira à AFP um porta-voz do Departamento de Estado.

A Somália é um dos muitos países cujos cidadãos estão abrangidos por uma proibição de entrada nos Estados Unidos imposta pela administração de Donald Trump.

As explicações de Infantino 

Na véspera da inauguração, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem agendada uma conferência de imprensa esta quarta-feira, no México.

Nela terá de responder a estas questões que estão a ensombrar a preparação do torneio e a outras polémicas surgidas nas últimas semanas, como o preço elevadíssimo dos bilhetes para assistir aos jogos nos estádios.