A seleção dos Estados Unidos da América começa o seu percurso frente aos experientes sul-americanos na sexta-feira e está obrigada a liderar um grupo onde também estão Austrália e Turquia.
Após a derrota de sábado num particular frente à Alemanha, o treinador Mauricio Pochettino pediu aos seus jogadores para "aprenderem a jogar no limite do regulamento", e Roldán repetiu essa mensagem na concentração da equipa na terça-feira.
"Acho que é algo em que podemos melhorar, sem dúvida", declarou à AFP: "Acredito que ser um pouco mais astutos, perceber que ser demasiado honestos por vezes prejudica-nos demasiado. Temos de ser mais inteligentes na gestão dos jogos, saber quando fazer faltas, ficar um pouco mais no chão, percebes?"
Os EUA defrontaram recentemente o Paraguai num particular em novembro. Apesar de os norte-americanos terem vencido por 2-1, o jogo terminou com uma confusão nos descontos.
Austrália e Turquia também se perfilam como adversários complicados para os anfitriões. No entanto, a memória desse confronto com o Paraguai continua muito presente para os norte-americanos.
"Acho que estas são coisas que podemos aprender com outras seleções, mas o Paraguai faz isso realmente bem", comentou Roldan, sobre o estilo combativo e astuto do adversário.
Os EUA têm de ser "inteligentes para não ultrapassar os limites e não cair no jogo deles... é fundamental sabermos gerir o jogo," acrescentou.
Roldan, de 31 anos, é um dos jogadores mais experientes da lista de 26 convocados dos Estados Unidos, que treinaram juntos pela primeira vez na concentração na terça-feira. O médio defensivo dos Seattle Sounders, que já disputou 47 jogos internacionais desde a sua estreia em 2017, não deverá ser titular na sexta-feira pelos EUA.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contará com 48 seleções nacionais e será disputado em 16 estádios modernos.
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No entanto, garantiu que vê o seu papel como o de um jogador capaz de trazer intensidade quando for necessário, numa seleção norte-americana que agora exibe maior qualidade técnica e capacidade ofensiva do que em anteriores Mundiais.
"Pode parecer engraçado dizer isto, mas lá dentro é preciso ser um cão, não é?", disse Roldan sobre a sua função: "Acho que, no fundo, foi isso que me trouxe até aqui: ser intenso... garantir que transmito essa energia a todo o grupo. Se não estiver no onze inicial, penso 'como posso ajudar os colegas a partir de fora ou até no intervalo?'.
Mas acredito mesmo que a intensidade foi o que me trouxe até aqui, e tenho de continuar assim."
