Recorde as incidências da partida

Depois da excelente vitória da equipa de França sobre o Senegal, era a vez do segundo jogo deste grupo I. O objetivo para a Noruega: entrar forte para acompanhar o ritmo dos Bleus. O jogo era acessível, mas o verdadeiro nível do Iraque continuava a ser uma incógnita. Ainda assim, esperava-se um jogo aberto no Gillette Stadium.
O que nem sempre se confirmou no início. O jogo começou disputado, com duelos intensos, um futebol vertical da Noruega para desgastar a defesa, mas poucas razões para entusiasmo. O encontro foi confuso, os avançados não estavam nas melhores condições, e mesmo nas bolas paradas não se via diferença, e na pausa para hidratação, ficava a sensação de que faltava algo.
Erling Haaland no momento certo
Felizmente, o despertar chegou logo a seguir: os escandinavos podiam contar com a sua maior arma, Erling Haaland, que impôs a sua força na defesa e finalizou de perto a assistência de David Wolfe para finalmente desbloquear o marcador (29').
Foi o início do quarto de hora norueguês. Cada bola aérea na área era um perigo. Mas quando o 0-2 parecia iminente, o Iraque conseguiu uma rara incursão no meio-campo adversário: Amir Al Ammari fugiu à defesa e Aymen Hussein superou vários noruegueses que apenas assistiram ao empate (39'), mas não por muito tempo. O Iraque, que tinha regressado ao jogo, acabou por comprometer quando Jalal Hassan hesitou numa bola recuada pela sua defesa, e Erling Haaland lançou-se de forma supersónica sobre a bola para assinar já o segundo golo (43').
Só que o final da primeira parte foi totalmente dominado pelo Iraque, sobretudo quando Ali Al Hamadi voltou a escapar à defesa mas não conseguiu finalizar. Depois, Akam Hashem disparou um míssil de longa distância que fez tremer as redes, mas do lado errado. Ao intervalo, a Noruega tinha o controlo, mas o desfecho continuava em aberto.

Noruega venceu pelo desgaste
Ainda assim, os iraquianos não baixaram os braços: forte no jogo aéreo, Aymen Hussein esteve perto de empatar (53'). Astuta, a Noruega baixou o ritmo, mas continuava exposta: um remate acrobático de Hussein Ali quase surpreendeu Ørjan Nyland. No entanto, percebia-se que o Iraque começava a acusar o desgaste físico: a pausa para hidratação foi claramente oportuna.
Os escandinavos perceberam que era preciso voltar a carregar, e a entrada de Oscar Bobb trouxe novo fôlego. E foi num canto que tudo se decidiu: Martin Ødegaard colocou a bola na cabeça de outro suplente, Leo Østigård, que bateu Jalal Hassan e ofereceu a vitória aos Drillos (76').
Parecia mesmo o golo que sentenciava os Leões da Mesopotâmia, que pagaram caro pela desatenção. Haaland esteve perto do hat-trick (83'), e por várias vezes a Noruega quase chegou ao quarto golo. Depois das ameaças, o 1-4 acabou mesmo por surgir num último cabeceamento... na própria baliza de Aymen Hussein já nos descontos.
Vitória por 1-4 para os escandinavos, que começam a competição da melhor forma e vão querer confirmar frente ao Senegal. Para o Iraque, com a equipa de França pela frente, a tarefa promete ser complicada…

