Sob gestão exclusiva da FIFA, o processo de venda de bilhetes teve início em setembro de 2025, com uma fase de pré-venda através da Visa, seguida de um sistema de sorteio em outubro e de uma distribuição alargada entre dezembro e janeiro. Concluídas estas etapas, o Mundial entra agora nas suas duas fases decisivas de bilhética.
O momento atual corresponde à janela de última hora, na qual os ingressos são disponibilizados por ordem de chegada. Numa fase posterior, será ativada a plataforma oficial de revenda da FIFA, permitindo aos adeptos comprar e vender bilhetes com segurança garantida pelo organismo. Para aceder, é obrigatória a criação de uma conta FIFA válida, bem como a inserção de dados de pagamento autorizados.
Os preços apresentam uma variação significativa, influenciada pela localização no estádio e pela fase da competição. Na Categoria 1, que assegura melhor visibilidade, os valores começam nos 350€ na fase de grupos e podem atingir os 9.400€ na final. A Categoria 2 oscila entre 265€ e 6.300€, enquanto a Categoria 3 varia entre 120€ e 4.900€.
Reservada aos residentes dos países anfitriões, a Categoria 4 limita-se à fase de grupos, com preços entre 60€ e 510€. Paralelamente, as federações participantes dispõem de uma quota especial, que permite o acesso a um número restrito de bilhetes a preços reduzidos, na ordem dos 55€ por jogo.
O jogo de abertura apresenta uma tabela própria, com valores entre 510€ e 2.550€, dependendo da categoria escolhida.
Este modelo de preços tem sido alvo de fortes críticas por parte das associações de adeptos, que apontam para custos cada vez mais elevados e pouco acessíveis. Em resposta, a FIFA sustenta que os valores refletem uma procura global sem precedentes.
A controvérsia estende-se ainda ao mercado secundário, onde bilhetes para a final já estarão a ser anunciados por valores astronómicos, aumentando o debate em torno da acessibilidade ao maior palco do futebol mundial.
