Rudi Garcia (Bélgica)
DATA DE NASCIMENTO: 20 de fevereiro de 1964
NACIONALIDADE: França
NO CARGO DESDE: janeiro de 2025
PERFIL TÁTICO: Foco na posse de bola e nas transições
MAIORES SUCESSOS COMO TREINADOR: Campeão francês e vencedor da Taça em 2011 (Lille), finalista da Liga Europa em 2018 (Marselha), presença nas meias-finais da Liga dos Campeões em 2020 (Lyon)
Um homem do equilíbrio
Para a geração dourada da Bélgica, com nomes como Axel Witsel (37 anos), Thibaut Courtois (34), Kevin de Bruyne (34) e Romelu Lukaku (33), o Mundial-2026 pode ser a última oportunidade para alcançar o tão desejado título. O plantel dos Diabos Vermelhos é ainda reforçado por vários jovens talentos em ascensão.
Para aumentar as hipóteses de sucesso, a federação belga não deixou nada ao acaso na escolha do novo selecionador. Quando, no inverno de 2025, foi necessário encontrar um sucessor para Domenico Tedesco, a escolha recaiu sobre um dos treinadores mais conceituados da Europa: Rudi Garcia.
Em França, já foi eleito treinador do ano por três vezes. Garcia é reconhecido por conseguir tirar o máximo potencial das suas equipas e por levar ao sucesso até os conjuntos considerados menos favoritos. O seu trabalho no Lille deixou uma marca profunda, tendo conduzido o clube, na época 2010/11, de forma surpreendente à conquista do campeonato e da taça.

Garcia valoriza muito a disciplina tática e um coletivo bem organizado. Se os seus jogadores seguirem as suas indicações, concede também liberdade suficiente aos elementos mais ofensivos para exprimirem a sua criatividade. As suas raízes espanholas são evidentes neste aspeto, sendo Garcia um grande adepto do futebol de posse e de soluções técnicas.
Antigos companheiros descrevem Rudi Garcia como alguém muito exigente, mas próximo a nível humano. Exige máxima concentração e intensidade total nos treinos. Ao mesmo tempo, não é um general distante: procura o diálogo direto, ouve as opiniões dos seus capitães e tenta criar um ambiente de respeito mútuo.
Fora do relvado, é considerado extremamente inteligente e adaptável. Quando assumiu o comando da AS Roma em 2013, surpreendeu os jornalistas italianos logo na apresentação oficial – a sua primeira conferência de imprensa foi feita num italiano fluente e praticamente sem erros. Também na Bélgica beneficia do seu talento para línguas – além do francês, fala fluentemente espanhol, italiano e inglês.
