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Presidente da FIFA responde aos críticos: "Que possam encontrar a paz"

Gianni Infantino e Donald Trump com o troféu do Mundial
Gianni Infantino e Donald Trump com o troféu do MundialIMAGN IMAGES via Reuters

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, respondeu às críticas sobre a decisão do cartão vermelho a Folarin Balogun. Numa mensagem nas redes sociais da FIFA fez uma espécie de balanço do Mundial-2026.

Numa longa mensagem publicada após o torneio, Infantino dirigiu-se no Instagram aos seus críticos, que pediram a sua demissão do cargo de presidente da FIFA. Isto aconteceu depois da intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que telefonou a Infantino anulando o cartão vermelho a Balogun, recebido frente à Bósnia-Herzegovina. 

A UEFA, organismo que governa o futebol europeu, declarou que as ações da FIFA “ultrapassaram o limite” e classificou-as como uma “decisão sem precedentes, incompreensível e injustificável”. 

Apesar das críticas dos adeptos, comentadores e de várias federações, Infantino reafirmou esta segunda-feira a posição, defendendo-se mesmo perante a evidente influência de Trump. 

“É compreensível a vossa desilusão por algumas decisões tomadas pelas autoridades competentes, mas convido-vos a consultar os dados públicos: tais decisões são comuns em alguns dos campeonatos mais importantes. Na verdade, decisões de arbitragem ‘discutíveis’ ou medidas disciplinares ‘estranhas’, como cartões vermelhos ou amarelos potencialmente errados ou decisões posteriores de não suspender jogadores em determinadas situações, são frequentes e amplamente aceites em alguns dos principais campeonatos mundiais. É curioso que sejam precisamente os países que recorrem a estas práticas aqueles que criticam.” 

De seguida, o presidente da FIFA, de 56 anos, deixou também uma mensagem clara a quem deseja a sua demissão, desejando-lhes que encontrem a paz. 

Às canetas e aos papéis, a todos os ecrãs, que possam encontrar amor e paz onde quem vos antecedeu não conseguiu. Que possam encontrar a paz; nós, da FIFA, encontrámos a nossa e transmitimo-la, oferecendo o mais extraordinário Mundial. Que o futebol seja mais forte do que qualquer ódio. Por fim, sinto-me incrivelmente orgulhoso, enquanto presidente da FIFA, por ter contribuído, ainda que em parte, para este espetáculo. É uma sensação maravilhosa!”. 

Para além do caso Balogun, a FIFA teve ainda de enfrentar críticas devido às restrições de viagem nos Estados Unidos, que afetaram adeptos e dirigentes de várias nações participantes. Os adeptos contestaram também as pausas para hidratação, o espetáculo do intervalo e a tentativa de obter receitas dos adeptos ao longo de todo o torneio.