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Reencontro com a Noruega: “Portugal teve de saber sofrer pela qualidade do adversário. É uma seleção com muita qualidade, jogadores de grande nível. Também nós temos de dar valor ao trabalho defensivo que foi feito. Provavelmente demos mais oportunidades do que queríamos, mas conseguimos ser eficazes. Há sempre coisas a melhorar, contra a Dinamarca não foi diferente. Fora de casa é cada vez mais difícil conseguir resultados, agora que amanhã sejam mais três”.
Caso Ronaldo: “Eu não tenho a necessidade de falar com os colegas, todos sabemos gerir as nossas próprias situações. Em nada tem a ver com os jogadores, o papel mais importante que podemos ter é dar resultado em campo. Tive uma conversa com ele, o que lhe disse é que o mais importante é que, independentemente do que aconteça, nunca vai deixar de ser o maior símbolo do nosso futebol, por tudo o que fez. Tem um lugar reservado nos melhores de todos os tempos, no coração de todo os portugueses, temos de deixar de dividir as águas, a seleção é uma só. Independentemente dos ruídos e barulhos de fora, acho que todas as casas devem resolver os assuntos dentro de portas. O mais importante é que acabe tudo bem. Estamos fora do assunto, de toda a polémica. O que peço é que o país não se divida, que não faça escolhas, que respeite e aceite todos os lados. Cristiano Ronaldo merece o respeito de todos os portugueses”.
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Meio-campo novo: “Quem vai ter espaço ou não é para o mister decidir, existe muita qualidade nesta seleção e só nos beneficia. Temos jogadores que podem jogar em posições diferentes, como aconteceu no último jogo que o João Neves esteve em campo com Vitinha, Rúben Neves, eu, João Félix. É positivo, estar no espaço seleção é algo extraordinário, não devia ser visto de uma forma negativa, independentemente e jogar mais ou menos. Todos queremos estar a representar o nosso país, e estamos aqui para dar dores de cabeça ao mister”.
Conversa com Jorge Jesus: “Já trabalhei com o mister, foi quem me trouxe para os grandes palcos em Portugal, sei da exigência, das duras que levo de vez em quando – algumas com razão, outras menos. Tem a ver com a crença que tem na nossa qualidade. A minha primeira parte não foi tão bem conseguida como a segunda, há pontos a melhorar. As palavras ao intervalo fizeram com que melhorasse na segunda parte, é sempre positivo”.

Mais alegria com Jorge Jesus: “Eu já tive essa pergunta depois do Fernando Santos, com Roberto Martínez. Agora é novamente. Todos os treinadores têm maneiras de trabalhar, uns vão mais de acordo com uns jogadores como outros. Tenho uma gratidão enorme para com todos os misters. O facto mais importante é que as ideias estão a ser assimiladas muito rápidos, demos uma resposta muito rápida ao que nos pediu, principalmente no trabalho defensivo. Não só a linha defensiva, mas a parte como queremos pressionar, tem sido muito importante, temos vistos os resultados disso. Há melhorias a fazer em todos os jogos, mas estamos a jogar bem, a equipa está a ganhar. Quando chegar a primeira derrota, poderá haver alguém a dizer que não será a ideia certa.
Jogar no meio ou na esquerda: “Perante o que mister pede a nível ofensivo são posições similares, a nível defensivo tenho de acompanhar mais o lateral na esquerda, fechar dentro e ajudar os médios a evitar que não haja superioridade pelo meio. Como 10, tenho de ajudar ao adversário na pressão e fazer parte do trio de médios para que eles não consigam jogar. Com bola é dar espaço à qualidade dos nossos laterais e aproximar-me dos jogadores do meio-campo para providenciar tabelas e acho que são dinâmicas importantes para assimilar. O mais importante é ter essas ideias bem definidas”.
Pouca valorização do percurso até agora: “Estamos habituados a isto. Joguei com o Ronaldo no Manchester United, a maior parte joga com ele há muitos anos aqui. Sabemos a atenção mediática, não retira o foco. O Ronaldo faz parte da equipa, sabemos que estamos a fazer as coisas bem, estamos na direção que queremos estar, mais perto do objetivo. O principal é que dentro do nosso grupo saibamos deixar de lado o ruido e focar no que somos realmente bons, que é dentro de campo".
Momentos de qualidade: “Artistas têm de ter sempre alguma na manga. Tentaremos dar ao povo português mais alguma alegria. Temos jogadores com qualidade para criar momentos espetaculares a qualquer momento. Fomos felizes muitas vezes aqui, asseguramos a passagem nas últimas qualificações aqui e que seja um bom presságio”.
Entrada de Bernardo Silva sobre Odegaard: “Jogámos juntos na Premier League. Não estou preocupado sobre isso, se o jogo for nessa direção de agressividade, vamos nessa direção. Queremos jogar e ganhar”.

Tudo sobre o caso Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo abandonou a 30 de setembro o estágio da seleção portuguesa, na véspera do jogo com a Dinamarca, para a Liga das Nações. "A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses", prometeu o avançado de 41 anos, depois da bomba que caiu sobre o futebol português.
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