Hélder Barbosa "esperançoso" no apuramento do SC Braga para a final

SC Braga venceu em Sevilha e apurou-se para as meias-finais
SC Braga venceu em Sevilha e apurou-se para as meias-finaisREUTERS/Jon Nazca

O antigo futebolista do SC Braga Hélder Barbosa disse à agência Lusa estar “esperançoso" no apuramento para a final da Liga Europa, destacando o futebol "à equipa grande" que a turma minhota exibe.

Recorde as incidências do encontro

O ex-extremo jogou três temporadas em Braga, em 2010/11, 2011/12 e 2012/13, tendo, por isso, feito parte da equipa que chegou à final da Liga Europa, logo na sua primeira época, tendo perdido com o FC Porto (1-0), em Dublin, esse jogo decisivo.

O encontro de quinta-feira, com um triunfo por 4-2 e uma reviravolta espetacular no terreno do Betis, fez-lhe vir à memória outra grande noite europeia, em agosto de 2010, no reduto do Sevilha, com uma vitória por 4-3 a carimbar o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, feito então inédito dos minhotos.

Após cair para a Liga Europa, os minhotos foram até ao fim, na República da Irlanda, diante dos dragões.

“Sim, este jogo remete muito para esse, na mesma cidade e tudo. (Diante do Betis) Foi um grande jogo do SC Braga. Eu estava muito otimista, mas quando vi aquele 2-0 confesso que desacreditei um bocadinho. O 2-1 fez-me acreditar outra vez e foi um grandíssimo jogo e acaba por ser melhor ganhar com esta emoção toda. Mas, sofremos um bocadinho”, disse.

Nas meias-finais, os bracarenses vão defrontar os alemães do Friburgo e, para o antigo internacional português, não há favoritos.

“Eu acho que nesta fase é 50-50 (por cento de hipóteses para cada lado). Toda a gente aponta para o Aston Villa como favorito (à vitória final), mas quando se chega a umas meias-finais, isso perde um bocadinho a força, porque toda a gente começa a acreditar e o SC Braga, neste momento, acredita mais do que ninguém que pode ganhar esta Liga Europa”, considerou.

Sobre o Friburgo disse ser “preciso não esquecer a Liga” em que joga: “a Bundesliga é simplesmente uma das melhores ligas do mundo. Aliás, a maneira como eles passaram o Celta de Vigo (com vitórias por 3-0 em casa e 1-3 fora) mostra o poderio desta equipa, não vai ser fácil”, anteviu.

Hélder Barbosa, hoje com 38 anos e já com a carreira de jogador terminada, frisou por outro lado, a dificuldade que os adversários têm de jogar contra uma equipa com a “personalidade” do SC Braga, com uma grande “capacidade de ter bola e de a tirar aos adversários que gostam de a ter”, uma forma de jogar “à equipa grande”, considerou.

“Vimos nesta época o SC Braga a dificultar muito nos jogos com o FC Porto, o Benfica ou o Sporting, porque lhes rouba a bola”, destacando também a experiência de vários jogadores, o que “ajuda muito a gerir determinados momentos do jogo”, quando é “para atacar ou quando se deve guardar a bola”.

“O SC Braga tem um futebol bonito, aquele futebol que toda a gente gosta de ver. É muito fácil irmos ver um jogo do SC Braga e ficarmos encantados porque a equipa tem um jogo ofensivo muito bom. Por isso, estou esperançoso que o SC Braga consiga chegar à final de Istambul”, afirmou.

Hélder Barbosa considerou ainda “difícil comparar” a atual equipa com a de 2010/11.

“A nossa equipa era fortíssima, mas é difícil comparar, porque são tempos muito diferentes. Na nossa altura, o SC Braga começava a aparecer na Europa. Agora, já é uma equipa que toda a gente conhece, já está habituada a estar nesta competição e acaba por ser diferente”, disse.

Barbosa lembra ainda a importância do ambiente vivido no seio do plantel.

“Éramos muito unidos. Do nosso ano, costumo destacar muito sobretudo o balneário, a maneira como nós o vivíamos, como puxávamos uns pelos outros, sempre alegres, sempre com músicas. Agora, este balneário também parece ser muito bom e há que dar mérito também ao presidente”, António Salvador, frisou.

O ex-jogador costuma assistir a jogos dos arsenalistas, notando “continuar a ver que a base de todo o sucesso do SC Braga” da sua época se mantém.

“O departamento médico, os técnicos de equipamentos, é tudo da minha altura. Ou seja, ele (António Salvador) conseguiu manter aquilo que é o ‘coração’ dos clubes. Aquelas pessoas que fazem aqueles trabalhos a que não se dá muito valor, que não são vistas e que não têm horários, mas para nós, jogadores, são as pessoas mais importantes, e essa base continua toda no SC Braga”, reforçou.