De acordo com o documento, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o organismo liderado por Pedro Proença contou, na época passada, com 348 funcionários, mais 26 do que na anterior (18,18%), com o universo empresarial federativo a aumentar em 66 para um total de 423.
Este número é apresentado no primeiro Relatório e Contas de uma época completa sob a liderança do antigo árbitro, detalhando a sua distribuição pelas empresas do grupo federativo como Canal 11 (37, mais dois do que em 2024/25), FPF Comercial (22), FPF Infraestruturas (sete), FPF Academy (cinco), FPF Events (três) e Fundação FPF (um).
Nesse sentido, os gastos com pessoal aumentaram praticamente 10% (9,79%) dos 25,691 milhões de euros (ME), da época 2024/25, para 28,205 ME.
O Relatório e Contas foi votado e aprovado por unanimidade pela direção da FPF, no passado sábado, no Funchal, com um saldo positivo de 3,1 ME, correspondendo a rendimentos de 141,234 ME e gastos de 138,082 ME.
A FPF assinala este saldo positivo mesmo após a conclusão do processo da Segurança Social relativamente ao contrato do antigo selecionador Fernando Santos, com o organismo que rege a modalidade em Portugal a liquidar 3,318 ME das contribuições em falta respeitantes ao período entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022.
“Este encargo extraordinário, de natureza não recorrente e materialmente relevante, teve um impacto significativo nas demonstrações financeiras do exercício”, admite a FPF.
Entre os dados apresentados, destaque ainda para a redução, em mais de metade, dos valores em caixa ou em depósitos bancários, que foi de 14,470 ME, menos 55% do que os 31,822 ME declarados na época anterior – o valor aplicado em depósitos a prazo é atualmente 11,020 ME, contrastando com os 18,559 ME em 2024/25.
Também as provisões tiveram um ‘corte’ de sete milhões de euros, de 32,801 ME para 25,569 ME, tal como o montante alocado ao fundo de desenvolvimento do futebol, reduzidos de 24,969 ME para 16,196 ME.
Em sentido contrário, a FPF contou com um subsídio de quatro milhões de euros do Turismo de Portugal, “destinado a apoiar a estratégia de internacionalização e promoção da marca Portugal associada à participação da seleção nacional na fase final do Campeonato do Mundo de 2030”.
A receita decorrente dos direitos de transmissão, publicidade e cachets também teve um aumento relevante, de 44,951 ME para 60,854 ME, enquanto as das apostas se manteve em 39,728 ME – apenas mais 400 mil euros do que na época anterior.
O Relatório e Contas da FPF de 2025/26 vai ser discutido e votado em Assembleia Geral do organismo no próximo dia 31 de outubro, a partir das 14:00, na Cidade do Futebol, em Oeiras.
