Em pleno Maracanã, o veterano defendeu três penáltis de jogadores importantes do Flamengo e garantiu a vitória argentina por 3-2 nas penalidades, após dois empates sem golos na meia-final.
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Muslera parou Jorginho, reconhecido como um dos marcadores de penáltis mais eficientes do futebol mundial; Lucas Paquetá, contratado pelo Flamengo por 42 milhões de euros; e Bruno Henrique, um dos maiores ídolos da história recente do clube carioca. Três remates defendidos e uma exibição que colocou o Estudiantes na primeira final de Libertadores desde 2009.
A classificação foi ainda mais marcante porque os argentinos jogaram com um homem a menos desde o início do segundo tempo, após a expulsão de Baltasar Rodríguez.
A exibição decisiva representou uma reviravolta na temporada do uruguaio. Em junho, Muslera deixou o Mundial sob fortes críticas depois de cometer erros nos três jogos da seleção comandada por Marcelo Bielsa. O Uruguai terminou a fase de grupos com apenas dois pontos, resultado de empates com Arábia Saudita e Cabo Verde, além de uma derrota com a Espanha.

O episódio mais marcante da participação de Muslera no Mundial aconteceu na última jornada da fase de grupos. Diante da Espanha, em Guadalajara, no México, o guarda-redes falhou numa finalização de Álex Baena aos 41 minutos. O remate não tinha tanta força, mas Muslera não conseguiu segurar a bola, que acabou por entrar. O golo determinou a derrota uruguaia por 1-0 e a eliminação da Celeste.

O impacto do erro foi tão grande que Muslera deixou a partida no intervalo, dando lugar a Sergio Rochet. Após o jogo, o veterano reconheceu que não tinha feito um bom Mundial e pediu desculpas aos companheiros e aos adeptos uruguaios.
