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Análise: Rui Silva e a dificuldade para fazer diferença na baliza do Sporting

Rui Silva ao serviço do Sporting
Rui Silva ao serviço do SportingSporting CP

Guarda-redes foi um dos réus no empate do Sporting com o Estrela da Amadora. Arranca 2026/27 envolto em dúvidas, depois de uma temporada 2025/26 em que esteve abaixo das expectativas.

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Internacional português, com anos ao mais alto nível na LaLiga. Quando Rui Silva chegou a Alvalade, em janeiro de 2025 parecia a solução ideal para um Sporting que desesperava por estabilidade na baliza depois da aposta falhada em Vladan Kovacevic e a pouca segurança de Franco Israel.

Um ano e meio volvido, o guarda-redes de 32 anos começa a ser questionado pelos adeptos, depois de ter sido um dos réus no empate com o Estrela da Amadora (2-2), na primeira jornada da Liga Portugal. Um jogo em que ficou exposto um problema que já vinha da temporada passada: Rui Silva sofreu dois golos quando as estatísticas apontavam que devia ter sofrido um (golos esperados contra, xGA, de 1.14).

Dificuldades não são novas

Olhando para os dados da Opta relativos à temporada passada, a primeira completa que Rui Silva fez na baliza do Sporting, este é um assunto que volta a saltar à vista. O internacional português enfrentou um xGA de 21,18, mas sofreu 23 golos. Na prática, quer isto dizer que o guardião sofreu mais dois golos (1,82) do que era suposto nos remates que enfrentou.

Números abaixo da média num guarda-redes de equipa grande onde o esperado é que faça a diferença, ou pelo menos que se mantenha nessa média.

Terminou a temporada com 76,53% de defesas, o segundo valor mais alto, cometeu um erro que deu em golo, mas não deixou cair nenhuma bola e manteve a baliza inviolada em 14 ocasiões.

Comparação com os rivais

Phil Jackson dizia que os ataques ganham jogos e as defesas campeonatos, uma frase que os números confirmam, sobretudo na baliza. Se compararmos Rui Silva com os guarda-redes dos outros dois rivais do Sporting – FC Porto e Benfica – que apresentam padrões de jogo semelhantes na Liga Portugal, o internacional português tende mais a aproximar-se de Anatoliy Trubin, agora suplente das águias, do que do colega de seleção e campeão nacional, Diogo Costa.

O capitão do FC Porto foi, de resto, o guarda-redes com o melhor registo no que toca a evitar golos. A estatística diz-nos que devia ter sofrido praticamente 20 golos (19,71 de xGA), mas terminou com 15, ou seja, evitou praticamente cinco tentos dos adversários (4,71).

Trubin foi o que teve o segundo pior desempenho. O guardião do Benfica devia ter sofrido 22,97 golos (xGA), mas encaixou 24. O diferencial negativo de 1,03 é superior ao de Rui Silva, mas manifestamente insuficiente para um guarda-redes de equipa grande, que se espera que faça a diferença. De resto, tem sido questionado e acabou por perder a titularidade para Samuel Soares nos últimos dois encontros.

Num Sporting em revolução, com muitas mexidas sobretudo no meio-campo para a frente, fica por perceber se as mudanças também vão chegar à baliza ou se Rui Borges mantém a confiança num guarda-redes que não parece fazer a diferença. E com as soluções internas como João Virgínia e Diego Callai, será o leão obrigado a ir ao mercado?

Os números de Rui Silva
Os números de Rui SilvaFlashscore

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