“Tanto na Liga como na FPF, pudemos contar sempre com o sentido crítico e espírito construtivo de um presidente que lutou sempre de forma afincada não apenas pelo seu clube, mas também pela valorização da indústria. António Miguel Cardoso anunciou hoje a sua saída da presidência do Vitória, mas, estou certo, o seu nome ficará eternamente ligado à história do clube e do futebol português”, escreveu, nas redes sociais.
O dirigente federativo considerou ainda que o ainda presidente vitoriano ficará na história do clube minhoto pela conquista da Taça da Liga, em 10 de janeiro de 2026, pela “idealização e construção de um projeto sólido e pensado”, com “especial atenção à formação e ao desenvolvimento de um clube que tem na exigência dos adeptos a sua maior força”.
Eleito pela primeira vez presidente do Vitória em 05 de março de 2022 e reeleito em 01 de março de 2025, num sufrágio em que recolheu mais de 89% dos votos, António Miguel Cardoso anunciou a sua demissão, tendo ainda revelado que não se vai recandidatar às próximas eleições.
Em 30 de agosto de 2025, António Miguel Cardoso disse, após o empate caseiro com o Arouca (1-1), para a quarta jornada da Liga Portugal, que iria deixar o cargo de presidente se a equipa principal de futebol se classificasse abaixo dos cinco primeiros lugares.
O Vitória ocupa, neste momento, o nono lugar da Liga, com 36 pontos, a 11 do quinto classificado, Famalicão, quando resta disputar cinco jornadas do campeonato.
António Miguel Cardoso trabalhou com Pedro Proença na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), entre 2022 e 2025, e na FPF, a partir de 2025.
O dirigente vitoriano não apoiou a candidatura do ex-árbitro às eleições para a FPF, decorridas em 14 de fevereiro de 2025, tendo endereçado o apoio ao candidato da lista derrotada, Nuno Lobo.
