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Análise: Roma completa ataque com Rodrigo Mora e agora sonha alto também na Champions

Gian Piero Gasperini, treinador da Roma
Gian Piero Gasperini, treinador da RomaDAN ISTITENE / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Após um ano e meio de tentativas, chega o português vindo do FC Porto. Castro, Koulierakis e Molina são os outros reforços: D’Amico continua a trabalhar por Fofana e por um lateral.

Quem persiste, vence. Giampiero Gasperini, depois de um ano e meio de tentativas infrutíferas, conseguiu finalmente o avançado que tanto queria. O longo braço de ferro com o FC Porto terminou e Rodrigo Mora, o pequeno génio português que faz lembrar Dybala, é reforço, jogando num ataque que já acrescentou Castro ao titular Malen.

Mas Tony D'Amico, o diretor desportivo, procura ainda o toque final, o lateral do Lyon, Fofana, cuja eventual contratação ficará adiada para depois do play-off da Champions frente ao Fenerbahçe. Se Fofana chegar, poderá sair Soule. Todas as peças estão a encaixar-se e o treinador pode começar a época da confirmação com boas perspetivas e uma equipa mais competitiva.

A inesperada Champions, conquistada com mérito ao cair do pano juntamente com o terceiro lugar, convenceu a Roma a pensar em grande e a desafiar a ira da UEFA ao não cumprir os prazos do settlement agreement. Mas, na verdade, Kone, com algum pesar, e Soule, um pouco menos, teriam sido vendidos, só que até agora não chegou uma proposta adequada e por isso o clube espera safar-se com uma multa.

O treinador, depois de ter perdido Celik por desleixo e como vingança póstuma do despedido Massara, tinha pedido cinco reforços, além da renovação dos contratos de Mancini, Cristante, Dybala e Pellegrini, que chegaram com grande lentidão. Até agora foram feitas quatro contratações, todas de excelente nível.

Os reforços

Como ponta de lança (irá alternar-se com Malen, salvo ocasiões em que possam coexistir caso seja necessário recuperar resultado), chegou por 35 milhões Santiago Castro, jovem de vinte e dois anos já com vasta experiência na Serie A, onde se destacou pelas suas qualidades. Um titular extra que foi trocado por Dovbik, que rumou ao Bolonha, libertando o clube de um salário elevado.

Como sexto defesa foi contratado o grego Koulierakis, que irá alternar-se com Hermoso e marca também bastantes golos de cabeça em lances confusos. O terceiro reforço é o titular da ala direita, com Wesley a manter-se assim à esquerda. Depois de ter tentado sem sucesso contratar o neerlandês Read, D’Amico fechou com o ex-campeão do mundo Molina, que se juntou à forte colónia argentina giallorossa, liderada por Dybala.

O avançado de faixa

A posição de avançado de faixa ficou muito tempo por preencher. Foram-se desvanecendo os nomes preferidos pelo treinador: primeiro Greenwood, depois Summerville e por fim Nusa, afastado pelas elevadas exigências do Leipzig, que não tinha pressa depois de ter vendido Diomande ao Real Madrid por 140 milhões. Depois, a Roma apostou decididamente em Rodrigo Mora e a longa negociação terminou: 25 milhões e 50% da mais-valia numa futura venda, que pode ser anulada com mais 25 milhões no próximo ano.

Enquanto aguarda para atacar também Fofana, a Roma poderá agora dedicar-se ao quarto lateral. Existem três hipóteses: Udogie do Tottenham ou Luis Henrique do Inter (que é preferido pela sua polivalência), para os quais se procura um empréstimo com opção de compra. Ou então o jovem Cacciamani, por quem o Torino pede pelo menos 20 milhões.

A Roma pode começar a sentir-se satisfeita com o seu dispendioso mercado (até agora foram investidos 125 milhões). Neste momento, Gasperini ainda tem de trabalhar para corrigir os defeitos evidenciados nos jogos de preparação, embora o último frente ao Dortmund tenha mostrado progressos claros. A época dos romanistas será, de qualquer forma, orientada pela forma do seu melhor jogador, Paulo Dybala.

Onze provável

Roma (3-4-1-2): Svilar; Mancini, Ndicka, Hermoso; MOLINA, Kone, Cristante, Wesley; Dybala; MORA, Malen. Treinador: Gasperini.

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