Numa mensagem esta quinta-feira na sua conta X, a UEFA, organizadora deste encontro entre o PSG, vencedor da Liga dos Campeões, e o Aston Villa, vencedor da Liga Europa, publicou uma fotografia onde se pode ver uma bola com esta mensagem escrita a marcador preto.
"Uma recordação especial da primeira Supertaça da parte de Omar Artan", acrescentou, como legenda desta fotografia, a UEFA.
Impedido de realizar o seu sonho de arbitrar no Mundial-2026 depois de ter sido barrado à chegada ao aeroporto de Miami em junho, o árbitro somali foi de imediato convidado pela UEFA para dirigir o encontro da Supertaça Europeia, conquistada na quarta-feira pelo PSG (2-1).
Na altura, o Departamento de Estado norte-americano justificou a sua recusa explicando que Omar Artan estava "ligado a pessoas suspeitas de pertencerem a organizações terroristas", o que "tornava o viajante inelegível para entrar" em solo americano.
Acusações rejeitadas pelo árbitro e que provocaram indignação na Somália, onde foi recebido como herói no regresso.
Esta quinta-feira, na sua conta de Instagram, Omar Artan agradeceu também à UEFA "pela confiança e oportunidade", e por o ter "recebido (...) de braços abertos" no continente europeu.
"Agradeço igualmente à minha própria confederação, a CAF (Confederação Africana, NDLR), pelo seu apoio", acrescentou.
Desde esse episódio, a UEFA entrou em confronto direto com a FIFA e o seu presidente Gianni Infantino, responsável por um projeto muito controverso de abertura do Mundial a investidores privados.
Infantino acabou por abandonar esse projeto, mas a UEFA, com o apoio da Concacaf (América do Norte e Central) e da AFC (Ásia), continua a exigir uma mudança na governação.
Na altura em que o árbitro somali foi barrado, Gianni Infantino manifestou a sua impotência. "O que lhe aconteceu é lamentável, mas não controlamos tudo", afirmou o presidente da FIFA, próximo do presidente norte-americano Donald Trump.
