Recorde as incidências do encontro
Antes do confronto com o Athletico-PR, o Vitória tinha saído em desvantagem por dois golos em oito eliminatórias da Taça do Brasil. Em apenas uma delas a equipa conseguiu alterar o rumo da eliminatória na segunda mão.

A única reviravolta tinha acontecido em 2010, frente ao Corinthians-AL. Nessa ocasião, o Vitória perdeu por 3-1 na primeira mão, mas respondeu no Barradão com uma goleada por 4-0 e garantiu o apuramento.
O contexto, no entanto, era diferente. Nessa temporada, o Corinthians-AL não disputou nenhuma das divisões do Campeonato Brasileiro. Agora, 16 anos depois, o Vitória voltou a recuperar de uma desvantagem de dois golos na Taça do Brasil, desta vez diante do Athletico-PR, clube que compete na Série A.
Quatro golos para ultrapassar uma fase de pouca eficácia
A reviravolta ganhou ainda mais importância devido ao momento ofensivo vivido pelo Vitória. Antes desta decisão, o Rubro-Negro tinha marcado apenas um golo nos cinco jogos anteriores.
No Barradão, contudo, a equipa precisou de fazer precisamente aquilo que lhe tinha faltado nas últimas partidas: marcar golos. Renê bisou, aproveitando duas falhas do guarda-redes Santos, enquanto Erick e Marinho também marcaram para completar o resultado que garantiu o apuramento para os quartos de final.

O Vitória também voltou a vencer um clube da Série A por três ou mais golos de diferença pela primeira vez desde maio, quando goleou o Coritiba por 4-1.
Lucas Arcanjo fecha a baliza e Renê é o melhor em campo
O ataque construiu a vantagem, mas Lucas Arcanjo foi decisivo para impedir qualquer reação do Athletico-PR.
Na segunda parte, o guarda-redes fez três defesas consecutivas a cruzamentos de João Cruz para a área e manteve o resultado que assegurava a qualificação da formação baiana.

Do outro lado, Santos teve uma noite para esquecer. Com duas falhas que contribuíram diretamente para os golos de Renê, o guarda-redes do Athletico acabou por ter um papel determinante no desfecho da partida.
A reviravolta desta quinta-feira, por isso, não foi apenas mais uma recuperação do Vitória. Foi apenas a segunda vez na história do clube na Taça do Brasil que conseguiu recuperar de uma desvantagem de dois golos numa eliminatória — e a primeira desde 2010.

