Javier Tebas anuncia que vai propor medidas contra os assobios ao hino espanhol

Os adeptos da Real Sociedad, na final da Taça do Rei, em Sevilha
Os adeptos da Real Sociedad, na final da Taça do Rei, em SevilhaJoaquín Corchero / Shutterstock Editorial / Profimedia

O presidente da LaLiga, Javier Tebas, que é também vice-presidente da RFEF, referiu-se esta segunda-feira aos assobios ao hino nacional proferidos por vários setores dos adeptos da Real Sociedad, na final da Taça do Rei frente ao Atlético de Madrid.

Javier Tebas anunciou que vai propor medidas contra esta falta de respeito no seminário 'Geopolítica & Desporto', organizado em conjunto com o CESEDEN.

"Na minha opinião pessoal, se é preciso condenar quando se assobia qualquer hino, como o do Egito, então o de Espanha ainda mais. Agora que sou vice-presidente da Federação, vou tentar que seja implementada alguma medida para que isto não volte a acontecer. É preciso respeito, isto não é liberdade de expressão, como disse o colega Juan Carlos Rivero", afirmou.

Além disso, destacou as medidas que a LaLiga tomou contra alguns cânticos no campeonato nacional.

"Há anos que denunciamos cânticos como 'P*** Espanha'. Já não se ouvem cânticos como 'P*** Espanha' e 'P*** Catalunha'. Penso que é necessário encontrar uma solução, porque isto acaba por ser tema de discussão durante 48 horas e depois só volta no ano seguinte, quando chega uma equipa do meu querido País Basco ou da Catalunha e há sempre assobios", acrescentou Javier Tebas.

O presidente da LaLiga ainda não revelou as medidas, pois pretende discuti-las com a RFEF.

"Estou a pensar nelas, mas espero falar com o presidente da Federação e com a Direção no momento oportuno. Mas não é preciso inventar. Penso que temos de acabar com o facto de isto ser sempre parte do enredo de uma final extraordinária da Taça do Rei que pudemos ver no sábado. Quando passaram cinco minutos de jogo, tudo o que se falava nas redes sociais eram os assobios ao hino. Isso não é bom nem para o desporto, nem para Espanha, nem para nada. E acredito que há formas... pelo menos de tentar. O que não se vai conseguir é se não se tentar e se não se der importância ao assunto, e tem imensa importância", explicou.

"Quando disputamos os nossos jogos nos nossos estádios, os clubes são sancionados e, se o clube identificar as pessoas envolvidas... Tem de se começar por algum lado. A Espanha teve um processo aberto por causa do Egito e não sei se a Federação será sancionada ou não, mas não foram atrás das pessoas que assobiaram, foram atrás da Federação, que era responsável pela organização do evento e pelas pessoas presentes no estádio", concluiu Javier Tebas.