Recorde as incidências da partida

Num duelo dos oitavos de final marcado pelo equilíbrio, o Cruzeiro desperdiçou uma boa oportunidade para ganhar vantagem a jogar em casa. O resultado obriga a equipa mineira a vencer fora dos seus domínios para garantir o apuramento no tempo regulamentar. A boa notícia é que a formação de Artur Jorge perdeu apenas uma das últimas 15 partidas.
O Flamengo conseguiu levar a decisão para o seu terreno. No Maracanã, o Rubro-Negro não perde frente a uma equipa brasileira na Libertadores desde 2018, quando foi derrotado precisamente pelo Cruzeiro. Ainda assim, o registo depois do Mundial não entusiasma os adeptos, com apenas duas vitórias nos últimos cinco jogos.
A segunda mão está marcada para a próxima quarta-feira, no Rio de Janeiro. O vencedor desta eliminatória brasileira vai defrontar quem passar do confronto entre Deportes Tolima e Independiente del Valle.
Os primeiros 90 minutos entre Cruzeiro e Flamengo confirmaram o equilíbrio esperado, algo também refletido nos números. O Rubro-Negro teve mais posse de bola (53,4% contra 46,6%) e somou mais remates (15 contra 11), mas a Raposa criou mais ocasiões claras (2-1) e esteve mais perto do golo do que o adversário.

Perante tanta igualdade, o primeiro desequilíbrio surgiu de uma excelente iniciativa individual da equipa da casa. Keny Arroyo recebeu com espaço pela esquerda e colocou a bola no ângulo da baliza de Agustín Rossi. O golo do Cruzeiro apareceu numa altura em que o Flamengo parecia estar por cima no encontro.
O Cruzeiro ganhou confiança depois de chegar à vantagem, mas o Flamengo tirou partido da profundidade do plantel. Leonardo Jardim lançou Pedro e Lucas Paquetá, e o impacto foi imediato.
Paquetá marcou no primeiro toque na bola e alterou por completo o rumo emocional da partida. O Rubro-Negro passou a instalar-se mais perto da área adversária e ainda procurou a reviravolta, mas sem sucesso.
