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Atual campeão, o Flamengo pagou caro pela falta de eficácia ofensiva ao longo da eliminatória e não vai reencontrar o Palmeiras na final da Taça Libertadores. Com esta eliminação, a equipa carioca perdeu o registo de 100% de aproveitamento nas meias-finais da competição neste século. O conjunto brasileiro já tinha sido eliminado nesta fase em duas ocasiões, mas em 1982, frente ao Peñarol, e em 1984, diante do Grémio.
O Estudiantes regressa à final da Taça Libertadores 17 anos depois e vai tentar conquistar o quinto título da sua história. Caso o consiga, igualará o Peñarol no terceiro lugar da lista de clubes com mais títulos na competição. A equipa de La Plata conquistou a Libertadores pela última vez em 2009, quando derrotou o Cruzeiro no Mineirão.
O adversário do Estudiantes na final será o Palmeiras, que também eliminou o Fluminense no desempate por grandes penalidades. O encontro está marcado para 28 de novembro, em Montevideu, no Uruguai. O duelo entre argentinos e brasileiros será uma reedição da final de 1968, na qual a formação de La Plata conquistou o troféu.
Depois de praticamente não ter sido colocado à prova ao longo dos 180 minutos da eliminatória, Fernando Muslera assumiu o protagonismo nas grandes penalidades. As duas equipas converteram os primeiros remates, por intermédio de Arrascaeta e José Sosa. No entanto, na segunda tentativa do Flamengo, o guarda-redes uruguaio defendeu o remate de Jorginho, reconhecido pela eficácia na marcação de grandes penalidades.
Apesar de o colombiano Edwuin Cetré ter atirado por cima da baliza na segunda grande penalidade do Estudiantes, a equipa argentina não acusou a pressão e Muslera defendeu, de seguida, o remate de Lucas Paquetá. A intervenção do experiente guarda-redes devolveu a confiança à sua equipa, que não voltou a falhar. Eros Mancuso e Tiago Palacios converteram os respetivos remates, antes de Muslera defender a tentativa de Bruno Henrique, garantindo o apuramento para a final.
Quem esperava uma exibição diferente do Flamengo, depois da fraca prestação na primeira mão, em La Plata, acabou por ficar desiludido. A equipa orientada por Leonardo Jardim só conseguiu fazer o primeiro remate enquadrado com a baliza do Estudiantes aos cinco minutos da segunda parte, no Maracanã. Até então, a formação argentina já tinha colocado Agustín Rossi à prova por diversas ocasiões e esteve perto de inaugurar o marcador no Rio de Janeiro.
As estatísticas ofensivas do Flamengo refletem uma exibição muito aquém da qualidade do plantel que Leonardo Jardim tem à disposição. A equipa brasileira somou apenas três remates enquadrados, uma ocasião flagrante de golo e 0,86 golos esperados (xG). No final, o triunfo argentino nas grandes penalidades acabou por ser justo, uma vez que o Estudiantes foi a equipa que esteve mais perto de marcar ao longo dos dois jogos da eliminatória.
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