Reveja aqui as principais incidências da partida

O Torreense chegou a Praga com um registo perfeito na Taça Europa de futebol feminino. Depois da eliminação da Liga dos Campeões às mãos da Juventus, o conjunto de Torres Vedras levava quatro vitórias em quatro jogos na segunda competição europeia.
Depois de deixar pelo caminho os conjuntos ucranianos do Kolos Kovalivka e do Kharkiv, surgia agora pelo caminho o Sparta Praga nos oitavos de final. Um teste mais complicado, mas que de todo era impossível.
Num estádio Letná despido de público, o Torreense começou bem e criou mais perigo junto da baliza de Nikola Harantová, mas Janaina Weimar não estava em noite inspirada e acabou por não conseguir ultrapassar a guarda-redes checa. O balde de água fria chegou já perto do intervalo quando uma perda de bola em zona proibida resultou no remate de Hallie Bergford para o fundo das redes, uma avançada que tem a particularidade de utilizar o número quatro.
Em desvantagem, o Torreense não esmoreceu e regressou do intervalo determinado a levar algo mais do encontro. Maile Hayes, isolada na cara de Harantová viu um remate ser rechaçado pelo poste. Foi aviso, já que na jogada seguinte Gerda Konst (57’) teve mais pontaria e com um remate cruzado atirou para o fundo das redes.
O golo deu confiança e depois de ter sido negada pelo poste, Hayes (70’) foi recompensada ao fazer a reviravolta numa incursão pela área. E no final, as mulheres de Torres Vedras até ficaram perto de uma vantagem maior, mas Janaina Weimer não estava destinada a marcar neste encontro e acertou na trave. Um lance que ficou na cabeça das jogadoras em tempo de acréscimos.
Num livre bombeado para a área, Rute Costa atrapalhou-se e socou a bola para os pés de Paulenóva (90+4'). Um balde de água fria na fria República Checa e que deixou um sabor a injustiça, mas que permite manter vivo o sonho dos quartos de final.
A decisão passa agora por Torres Vedras.

