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Famílias brasileiras com algum tipo de vínculo com Portugal vestiram as camisolas vermelhas para empurrar a equipa comandada pelo treinador Jorge Braz, numa partida em que a rivalidade com os argentinos também pesa na escolha dos adeptos.
Entre os adeptos estão os irmãos gémeos Luan e Nathan Costa Pereira, de 26 anos, ambos dentistas, que herdaram dos avós maternos portugueses o carinho pelo país e pela seleção nacional.
"Nós sempre tivemos esse carinho por Portugal, pela família da minha mãe, e esse sentimento vem desde criança", contaram os irmãos, que acompanham habitualmente as seleções brasileira e portuguesa de futebol e futsal.
Apesar da ligação familiar, os dois admitiram que a preferência por Portugal diante da Argentina está praticamente empatada com a rivalidade brasileira contra os vizinhos sul-americanos.
Também Marcos Farias, de 49 anos, levou os filhos de sete e seis anos à Arena Niterói para manter viva a ligação da família com Portugal, onde viveu durante quatro anos e onde nasceram três dos seus filhos.
"É basicamente para eles não esquecerem Portugal, a terrinha", explicou o analista de sistemas, que procura preservar os laços culturais através da música e de conteúdos televisivos e de streaming em português de Portugal.
O filho Pedro, de sete anos, estreou-se hoje numa partida de futsal e arriscou um resultado de 2-0 a favor da equipa portuguesa.
Já a família de Bruno José da Cruz Oliveira, professor universitário de 45 anos, e Francine Raul Frais Coutinho dos Santos, de 48, viveu em Portugal entre setembro de 2023 e agosto de 2024, durante um período de pós-doutoramento dos dois.
O casal levou o filho Francisco, de oito anos, que chegou a frequentar a escolinha de futebol do Sporting, em Lisboa, durante a temporada em que a família viveu no país.
"Morávamos ao lado do Sporting e respirávamos muito aquele ambiente, tanto académico como do futebol", contou Francine, que hoje torce por Portugal, embora espere ver a seleção brasileira conquistar o título mais tarde.
"A gente veio hoje também aqui prestigiar um evento desportivo internacional, muito bom", acrescentou Bruno.
Para Paulo Sérgio Cabral Júnior, segundo-sargento da Marinha do Brasil, a ligação a Portugal também passa pela história, neste caso pela formação da própria instituição militar brasileira.
"Acabamos por ter esse vínculo direto com Portugal, a nossa Marinha do Brasil com a Marinha de Portugal", afirmou o militar, que levou o filho Pedro Henrique, apaixonado por futebol, ao estádio pela primeira vez.
O pai de Pedro Henrique descreve que o menino, que tem autismo e hiperfoco em futebol, começou a praticar futsal há alguns meses, acompanha diariamente resultados, histórias e jogos das seleções, numa paixão que motivou a ida da família à competição.
Para o encontro com a Argentina, Paulo Sérgio arriscou um resultado de 5-2 favorável a Portugal.
A final será disputada no mesmo local, às 20:30 (hora de Lisboa), entre a Espanha e o Brasil.
