Argentina 3-1 Portugal
Jorge Braz desenhou um cinco com Bernardo, Paçó, André Coelho, Tomás Paçó, Kutchy, Pauleta e Pany Varela. Portugal teve uma entrada em falso na quadra.
Aos oito segundos, Leandro Altamirano fugiu à marcação de Pany, rematou com força e marcou um grande golo, e colocou a seleção das Pampas na dianteira.
Em desvantagem e sem conseguir lidar com a maior agressividade do rival, Portugal tardou vários minutos até começar a criar lances perigosos. A meio da primeira metade, Kutchy em duas jogadas consecutivas ficou perto de empatar, mas pecou na finalização.
A cinco minutos do intervalo, a Argentina ficou com cinco faltas. Os portugueses continuaram a carregar, e, num contragolpe conduzido por Pany, Diogo Santos obrigou Acosta a uma defesa apertada. Segundos antes, Bernardo susteve um livre perigoso dos argentinos.

Em mais uma jogada bem guiada, André Coelho fez o lançamento, Hugo Neves rematou e o guardião sul-americano voltou a ser implacável. Aos 17 minutos, Silvestre ficou a centímetros do empate.
Nos instantes finais, Acosta voltou a superiorizar-se aos atacantes nacionais, primeiro deteve um remate de Hugo Neves, aos 55 segundos opôs-se uma tentativa de Diogo Santos e aos 36 segundos parou um míssil de Bernardo Paçó. A 13 segundos do descanso, Kutchy, pouco depois do meio-campo, desferiu um tiraço, a bola embateu nos dois postes e acabou por não entrar na baliza.
Eficácia das pampas mata esperanças lusas
Se na etapa inicial, Portugal entrou literalmente a perder, o mesmo não ocorreu na segunda metade. Pany Varela puxou da varinha mágica, deixou um rival no chão, assistiu Hugo Neves, que fez o resto, e quase sem ângulo, marcou o empate aos 22 minutos.

A equipa das quinas começou a dominar o jogo. Se não fossem os reflexos rápidos de Acosta, o resultado poderia ter mudado pouco depois. A única exceção foi um remate de Raggiati aos 26 minutos. Diogo Santos atacou novamente, mas Bautista impediu os planos do jogador português.
Aos 31 minutos, Kutchy esteve numa excelente posição, mas chutou ao lado. No período de maior ascendente da equipa portuguesa, a Argentina voltou a assumir o controlo do marcador aos 34 minutos. Depois de uma reposição lateral, a bola tocou em Tomás e entrou na baliza defendida por Bernardo.
Perto da baliza, Silvestre não conseguiu tocar na bola, perdendo mais uma oportunidade clara de golo para Portugal. Rúben Teixeira esteve muito perto de marcar, numa jogada muito bem planeada.

Na fase do tudo ou nada, quando Portugal joagava com Diogo Santos como guarda-redes avançado, Lucas Alemany aproveitou a baliza deserta para fazer o 3-1.
Até ao apito final, os homens de Jorge Braz tentaram reduzir distâncias, mas não houve mais mudanças no marcador. Assim sendo, Portugal, que venceu a primeira edição da Finalíssima, falhou a renovação do título e caiu aos pés da Argentina. O próximo detentor do troféu será conhecido ainda este domingo na partida entre Brasil e Espanha, o carrasco dos lusos nas meias-finais.

