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Jorge Braz (selecionador de Portugal):
"O balanço é negativo, naturalmente, pelo resultado. Estou mais uma vez de rastos, superamos uma primeira parte a perder 1-0, na segunda ‘fomos para cima'. Serei suspeito, é desporto, isto acontece, mas pelo que produzimos, acho que merecíamos um bocadinho mais. E se calhar, posso estar a ser injusto com a Espanha e com o Velasco (treinador), mas parece-me que, se olhar para o jogo no global do jogo, para a 'big picture', merecíamos esta final.
Um orgulho brutal no que fizemos, especialmente na segunda parte. Mais uma vez, à boa maneira portuguesa, temos receio, não tínhamos que ter. Isto é para jogar olhos nos olhos, com ambição e com a alegria que tem o futsal português, ponto.
Acho que a segunda parte é toda nossa, viramos bem o jogo. Ok, há um erro, temos oportunidades até naqueles 50 segundos, porque queríamos muito vencer. Mas pronto, é futsal, acontece assim, fomos para as grandes penalidades e a Espanha foi mais competente. Parabéns à Espanha e desejo-lhe uma grande final.
Acho que foi um grande jogo com períodos bons de Espanha, especialmente a primeira parte. Períodos muito bons nossos na segunda, com a Espanha a pressinar-nos até ao desespero".
André Coelho (jogador de Portugal):
"Acho que fomos muito confiantes no nosso trabalho. Temos uma excelente equipa que está junta há muitos anos, o melhor selecionador do mundo, portanto as expectativas eram grandes. Saímos com um orgulho fantástico no que fizemos. Fomos superiores no jogo, faltou-nos eficácia, mas saímos de cabeça erguida. Estamos mais uma vez num grande palco, Portugal está há muitos nas grandes finais, que umas vezes caem para nós, outras vezes não. Agora é levantar a cabeça, no domingo estamos aí para conquistar uma medalha.
(Sobre falta de eficácia) Sem dúvida, a falta de eficácia realmente não é só hoje, nas outras competições também. Agora recentemente nos jogos com a Dinamarca e com a Roménia, apesar de termos feito alguns golos, obviamente que acaba por ser escasso. É um problema que identificamos, não só aqui como também nos clubes. Mas só depende de nós. Os culpados da eficácia somos apenas e exclusivamente nós. Temos que trabalhar mais, temos que treinar mais, que é para nesses momentos decisivos conseguirmos fazer melhor.
(Sobre jogo do terceiro e quarto lugar) Temos uma medalha para ganhar. Não é a medalha que queríamos, não é o jogo que queríamos disputar, mas temos o nosso orgulho próprio, obviamente, como país, como seleção, como jogadores. Obviamente que queríamos estar a disputar a final, não podendo estar, vamos aí com tudo para ganhar o terceiro lugar".
André Correia (jogador de Portugal):
"Sensações amargas, acima de tudo. Criamos mais e quisemos mais do que a Espanha. Acho que a Espanha muitas vezes não tentou jogar como já a vimos jogar. Acho que se limitaram a bombear a bola para a frente e a competir. Aproveitaram alguns momentos de transição para criar perigo. Mas, é como disse, uma sensação amarga porque o que fica é que somos superiores e acredito que poderíamos ter vencido.
Acabamos por entrar a perder logo no início da segunda parte, conseguimos dar a volta e a Espanha acabou por conseguir fazer um golo, de cinco para quatro, já a 30 ou 40 segundos do fim. A nossa equipa sempre acreditou que poderíamos ganhar, e nos penáltis também acreditamos. Sabemos que os penáltis logicamente têm o seu treino, mas a realidade é que também têm um pouco de sorte, de lotaria. Infelizmente a lotaria hoje acabou por sorrir à Espanha".
