“Amo este sítio. Acho que isto é um diamante que muita gente não conhece. Depois de vir cá a primeira vez, nunca mais quis ir a mais nenhum lado”, conta o profissional do Club de Golf de Miramar, descrevendo o campo de 18 buracos da Comporta como “super desafiante, muito bem tratado, com um design muito bom e que tem os seus truques”.
Aproveitando o convite da Vic Properties, proprietária do empreendimento e do traçado desenhado pelo arquiteto português Jorge Santana da Silva, Daniel Rodrigues enalteceu o regresso do circuito profissional europeu para maiores de 50 anos a Portugal, confessando à Lusa ter boas memórias da última prova em Vidago.
“Fui voluntário nessa altura, no meu aniversário e, por isso, sempre tive um carinho especial pela prova, porque era novo e gostava de estar perto do torneio. É muito bom que esteja de volta a Portugal e que seja no Pinheirinho”, adiantou, defendendo que ver “lendas a jogar empolga para querer continuar a treinar e é sempre uma motivação extra.”
Aos 24 anos, o jovem profissional está prestes a encerrar a temporada como rookie no DP World Tour, figurando atualmente no 63.º lugar na Race to Dubai (ranking), e tendo já garantido o cartão para a próxima época, em vésperas de viajar para Abu Dhabi, onde vai jogar o penúltimo torneio da época.
“Tem sido um ano espetacular, ou seja, no geral tem sido muito positivo. Atingi o objetivo principal da época em maio, que era manter o meu cartão para conseguir jogar no próximo ano. Com o cartão da Escola de Qualificação, é muito complicado de conseguires fazer o teu calendário, porque não sabes onde entras, onde não entras, e o fato de ter jogado muito bem no início ajudou-me a ter isenções para jogar até ao final do ano”, adiantou aquele que foi segundo classificado no Open da Turquia, em maio.
Daniel Rodrigues, que se estreou no DP World Tour depois de passar a Escola de Qualificação em 2025, diz estar assim “muito feliz e pronto para virar a página e começar a época já em novembro”.
“Começa na Austrália. Nunca podes estar num modo descanso, porque a época acaba em novembro e a nova começa logo a seguir. Vou entrar com a mesma mentalidade porque, por muito que tenha jogado bem este ano, não tenho nada garantido em 2027, é igual para todos. Vêm pessoas da Escola de Qualificação, do Challenge Tour e vão ter a mesma mentalidade de partir pedra que eu tive o ano passado. Se eu não entrar com essa mentalidade, vou já estar atrás dos outros”, justificou, sem querer apontar objetivos concretos.
Apesar do elevado nível competitivo, Daniel da Costa Rodrigues, que este ano conquistou quatro top 10 em 28 torneios disputados, assegura não ter ficado surpreendido com o nível praticado no DP World Tour.
“Tinha muito bem a noção e, com esta mudança no Liv Golf, fez com que os ‘fields’ ficassem muito melhores. Muitos jogadores do Liv recebiam convites e adicionavam muito nível, assim como os jogadores do DP World Tour. Muitos deles vão para o PGA Tour e conseguem manter o cartão e competir. O Mattieu Pavon, por exemplo, ganhou logo no primeiro ano. Ou seja, é um nível que eu já sabia que existia e nós temos de tentar acompanhá-lo”, sublinhou, referindo-se também ao compatriota Ricardo Melo Gouveia, o outro membro português do circuito.
