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Golfe: Liderança tripartida no Portugal Legends Championship

Paul Lawrie é um dos líderes
Paul Lawrie é um dos líderesČTK / imago sportfotodienst / Alex Todd

O golfista sul-africano Jean Hugo e escoceses Scott Drummond e Paul Lawrie lideram a primeira edição do Portugal Legends Championship ao final da primeira volta no traçado do Pinheirinho Golf Club, onde foi igualado um recorde mundial.

Num dia de sol e sem vento, o que contribuiu para exibições de alto nível e resultados baixos, o trio de antigas glórias do European Tour, atualmente denominado DP World Tour, completou os 18 buracos com 66 pancadas, seis abaixo do Par 72 do campo.

Entre os três jogadores destaque, contudo, para Scott Drummond, campeão do PGA Championship em Wentworth, em 2004, ano em ganhou o troféu Sir Henry Cotton Rookie of the Year, ao assinar nove ‘birdies’ consecutivos (uma abaixo do par do buraco), igualando o recorde do mundo de Mark Calcavecchia no Open do Canadá, em 2009, James Nitties no ISPS Handa Vic Open, em 2019, e da sul-coreana Amy Yang no LPGA KEB Hana Bank Championship, em 2015, entre outros registados em vários circuitos.

“Foi um dia incrível, nove ‘birdies’ seguidos. No início não foi nada de especial, comecei muito lento, mas do buraco 6 ao 14 foram só birdies, portanto estou encantado. É muito especial, não sabia que nove era recorde mundial”, confessou o britânico, após ser o primeiro a registar tal marca no Legends Tour.

Assim como o golfista de 52 anos, Paul Lawrie, vencedor do The Open em 1999, e antigo membro da seleção europeia da Ryder Cup (1999 e 2012), e Jean Hugo, a estrear-se este ano no Legends Tour, já com uma vitória em Pequim, vão partir para a segunda volta do torneio português com a vantagem mínima sobre o sueco Johan Edfors e o neozelandês Mark Bwon.

Num field composto por 60 golfistas, Nuno Campino, o único representante nacional a competir na prova, otada de 450 mil euros em prémios monetários, completou a ronda inaugural com 75 pancadas, três acima do Par, e um balanço positivo da estreia no circuito.

“Não foi fácil. Foi um misto de emoções no início, por estar com alguns destes jogadores com quem joguei algumas vezes no Open de Portugal e no Challenge Tour há 20 anos. Comecei bem e senti-me bem, dei bons shots, mas cometi um erro, porque achei que a bola ia sair de uma maneira e saiu de outra e fiz sete (pancadas) no meu quinto buraco, o 14 do campo”, contou o campeão nacional de seniores, defendendo que “estar cinco acima ao fim de quatro buracos e acabar três acima é fabuloso para quem não compete à séria e num nível tão alto como este".

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