Golfe: Luke Donald satisfeito com o regresso de Rahm à elegibilidade europeia para a Ryder Cup de 2027

O capitão da Europa, Luke Donald, e Jon Rahm durante a Ryder Cup de 2025, em Nova Iorque
O capitão da Europa, Luke Donald, e Jon Rahm durante a Ryder Cup de 2025, em Nova IorqueAFP

Luke Donald, que procura conquistar o tricampeonato em 2027 como capitão da Europa na Ryder Cup, mostrou-se satisfeito com o facto de Jon Rahm garantir a sua elegibilidade para a equipa e não tem receios quanto à harmonia no balneário.

Na quarta-feira, em Aronimink, na véspera da 108.ª edição do PGA Championship, Luke Donald afirmou estar muito satisfeito por ver o campeão do LIV Golf, Jon Rahm, resolver os seus diferendos com o DP World Tour na semana passada, assegurando assim a sua elegibilidade para a Ryder Cup, depois de ter dito que as sanções que lhe foram aplicadas pareciam extorsão.

"Fiquei contente por o acordo ter sido alcançado mais cedo do que tarde. Quanto mais tempo se deixa passar, maior é a responsabilidade para mim de, eventualmente, ajudar a reconstruir algumas dessas pontes", referiu Luke Donald.

"No que toca à Ryder Cup e ao balneário da equipa, penso que todos estão bastante alinhados. Não tenho qualquer preocupação ou dúvida de que o grupo não estará unido", acrescentou.

O inglês de 48 anos, que conduziu a Europa às vitórias em 2023, em Itália, e no ano passado em Bethpage Black, conversou com ambas as partes, mas não participou nas decisões de política.

"Estou muito satisfeito por ter havido uma resolução e por ele estar disponível", afirmou Donald.

"Sob o meu comando, ele disputou quatro partidas e venceu duas, com desempenhos excelentes, por isso tê-lo disponível para ser convocado é fantástico", acrescentou.

O LIV Golf deverá perder o financiamento saudita em agosto, pelo que Donald está a adiar a definição dos critérios exatos para o método de qualificação de 2027.

"Na verdade, não sabemos o que vai acontecer com o LIV", disse Donald.

"É preciso ter isso em conta ao definir os critérios de qualificação. Não temos de anunciar nada antes do final do verão. Nos próximos meses, vamos aguardar para ver", explicou.

Donald, apenas o segundo capitão da Ryder Cup a vencer em casa e fora, depois de Tony Jacklin, também inglês, poderá alcançar um inédito tricampeonato como capitão se a Europa triunfar no próximo ano no Adare Manor, na Irlanda.

Os Estados Unidos não vencem em solo europeu desde 1993, em The Belfry, Inglaterra.

Os norte-americanos lideram o confronto histórico por 27-16, com dois empates, mas desde que a equipa europeia passou a incluir jogadores para além dos britânicos e irlandeses, a Europa soma 13-9-1 e venceu 11 dos últimos 15 duelos diretos.

Apesar de muitos jogadores europeus viverem e jogarem golfe nos Estados Unidos, Donald garante que isso não afeta a vontade nem a união quando representam a Europa.

"Acho que nunca se esquece de onde se cresce e do que se representa", afirmou Donald.

"Todos os jogadores sentem o mesmo, imagino eu", acrescentou.

Donald admite alguma surpresa pela sua trajetória incluir uma terceira capitania, mas não resistiu ao apelo de regresso feito por Rory McIlroy, Shane Lowry e outros.

"Na noite de domingo, em Nova Iorque, pensei que tinha chegado ao fim o meu tempo como capitão", contou Donald.

"Mas, com o passar dos meses – moro muito perto do Rory, do Shane, do Matt Fitzpatrick – eles mostraram-se muito entusiasmados com a possibilidade de eu voltar a assumir o cargo. Comecei a ponderar porque, se os jogadores realmente querem que eu continue, pelo menos devo considerar essa hipótese", explicou.

"Nunca sonhei"

Depois de conversar com a família, Donald aceitou o desafio, sabendo que vários potenciais capitães ficaram fora da corrida ao optarem pelo LIV Golf.

"Sei que havia muita gente provavelmente à minha frente que foi para o LIV e abdicou dessa oportunidade, mas acredito muito que tudo acontece por uma razão", afirmou Donald.

"Ter tido uma oportunidade em Itália foi incrível. Agora estou aqui com três oportunidades. Nunca teria imaginado tal coisa", assumiu.

Donald não sabe se os jogadores que foram para o LIV voltarão a ter hipótese de ser capitães.

"A resposta simples é não, simplesmente porque está na política. Claro que as políticas podem mudar, mas isso caberá ao circuito decidir", concluiu.