Rui Neto (treinador do Óquei de Barcelos):
“Foi uma exibição quase perfeita, recompensada com este resultado. Em determinada altura, podíamos ter feito o 3-0 e ‘matado’ o jogo, porque tivemos ocasiões para isso. Houve grandes defesas do Conti (Acevedo), mas também o Benfica teve oportunidades.
Um dos pormenores que fez a diferença foi termos marcado primeiro. A equipa foi aguentando a pressão que o Benfica foi fazendo. Estudámos muito bem o Benfica, limitámo-los naquilo que são as suas ações mais fortes.
Por vezes, desvalorizam-nos um pouco, mas esta equipa tem muita alma, mesmo em momentos em que não estamos tão bem. Hoje, também tivemos algumas oscilações, mas é uma equipa que vem demonstrando sempre qualidade.
O meu compromisso era procurar estar nas decisões. Aí, a qualidade acaba por acontecer e tudo pode acontecer. Amanhã será um jogo muito, muito difícil, contra uma grande equipa que é o Sporting - sem desrespeito nenhum para o Póvoa, penso que o Sporting é mais forte e acabará por vencer, é o que perspetivo.
Agora é recuperar muito bem para jogar amanhã, seja com que adversário for. Queremos discutir mais um título para o clube, que não se cansa de ganhar.”
Edu Castro (treinador do Benfica):
“Eles (Óquei de Barcelos) fecharam-se bem, numa pista tão grande, e tiveram a possibilidade de se colocar em vantagem, o que torna muito mais difícil o jogo.
Os nossos jogadores acreditaram até final, tentaram recuperar na reta final, mas não foi possível. Felicidades para o Óquei de Barcelos.
O Barcelos fecha muito as linhas e hoje fizeram o mesmo. Fecharam muito o meio e também é estranho só terem quatro faltas, quando tentávamos dar continuidade ao jogo interior. Mas pode acontecer.
Não há nenhum fantasma (de perder jogos importantes). O que é incrível são os 46 jogos anteriores (sem perder). No desporto e nesta modalidade, (perder) é sempre uma possibilidade. Quando analisamos as vitórias tiramos coisas positivas e deste resultado também vamos tirar coisas positivas.
Este resultado não nos vai afetar em absoluto. Vai-nos afetar positivamente e fazer pensar como conseguimos fazer uma época tão extraordinária até hoje, que é muito complicado conseguir, no desporto e nesta modalidade. Vamos prosseguir, sabendo que (perder) faz parte do jogo.”
